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E é isto...

por beatriz j a, em 31.01.15

 

 

 

I think relationships in general are over romanticized like at the end of the day I’m pretty sure a good relationship is just two people who know how to hang out and talk to each other not whether or not they can right all your wrongs or paint a picture of a thousand suns with the breath from your lungs or some shit.

 

makemethehappiestgirl.tumblr.com

 

 

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publicado às 20:34


Deturpação intencional

por beatriz j a, em 31.01.15

 

 

Isto é nos EUA mas não é muito diferente do que se passa no resto do mundo.

 

 

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publicado às 19:50


ainda sobre a PACC

por beatriz j a, em 31.01.15

 

 

 

Se eu fosse um desses professores que chumbaram nesta prova depois de terem sido formados e considerados aptos num curso de formação de professores aprovado pelo MEC, leia-se, ao fim de anos de muito dinheiro e tempo investido num desses cursos, ia à instituição em questão requerer o meu dinheiro de volta. E se não quisessem dar-me o dinheiro de volta metia-os em tribunal.

 

 

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publicado às 13:43


Isto é triste

por beatriz j a, em 31.01.15

 

 

 

Colleen McCullough foi uma australiana, novelista de sucesso. Entre os seus livros destacam-se a série de romances históricos Masters of Rome, passados no tempo da Roma Imperial. Mas não era apenas escritora. Era médica, neurologista e respeitada professora do Departamento de Neurologia da Yale Medical School em New Haven, CT. Morreu há dois dias com 77 anos.

Seria de esperar que os jornais australianos dessem a notícia da sua morte com um elogio às várias carreiras de sucesso desta mulher. Mas não... isso teria acontecido se se tratasse de um homem mas, dado que era uma mulher, até depois da morte foi objecto de sexismo de idiotas e a notícia da sua morte realça que... tinha excesso de peso... de facto, uma mulher pode ser extraordinária em muitos campos mas esta sociedade sexista e descriminatória que faz das mulheres objectos de desejo dos homens quando as olha é para ver se são bonitas ou feias, magras ou gordas, que roupas usam e cenas do género.

A  vida das mulheres é valorizada/desvalorizada por coisas superficiais e nem depois da morte se livram de olhares sexistas.

Acho triste... mesmo...  deprimente...

 

 

 

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publicado às 09:16


Piadas kapitalistas

por beatriz j a, em 31.01.15

 

 

 

 

 

Numa terra da ex-Alemanha de Leste que já se chamou Karl-Marx-Stadt, o banco Sparkasse Chemnitz fez um inquérito aos seus clientes para escolherem a imagem a aparecer nos seus cartões de crédito. E a vencedora foi... Karl Marx 😃

 

 

In response to this selection, Planet Money has encouraged readers to post a tagline for the card on Twitter, using the hashtag #marxcard. Here are a few of our favorites so far:

 

. There are Some Things Money Can’t Buy. Especially If You Abolish All Private Property.

. From each according to their ability, to each according to his need. For everything else, there’s #Marxcard.

. The Marx Card – Because Credit is the Opiate of the Masses.

. The Karl Marx MasterCard – When You’re Short of Kapital

 

Got your own to suggest? cc: us on Twitter: @openculture

 

 

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publicado às 08:10


O erro Crato

por beatriz j a, em 31.01.15

 

 

 

Português dos redactores da PACC não cumpre os requisitos mínimos

 

 

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publicado às 08:00

 

 

 

 

salario-minimo-eleicoes-e-labour-slack-como-o-fmi-observa-portugal

 

Eleições não ajudam nada
Para os homens do FMI, as eleições legislativas marcadas para este ano não vão ajudar nada a acelerar as reformas. "Como já se viu nos últimos seis meses [o relatório foi fechado em dezembro], o período pré-eleitoral não irá conduzir a iniciativas reformistas relevantes, esperando-se uma maior tentação para políticas populistas", lê-se no documento.


Isto é demais! Que arrogância! Mas então o que sugerem? Que se feche a democracia e adira à ditadura para acabar com as eleições e agradar às teoriazinhas dos economistas do FMI?

 

 

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publicado às 18:54


Atitude é isto

por beatriz j a, em 29.01.15

 

 

 

Michelle Obama sem véu torna-se polémica global

 

Acho que fez muito bem. A que propósito irira ser conivente com costumes que têm como objectivo a descaracterização, a submissão e a degradação das mulheres a sub-espécie humana contrariando todos os valores em que acredita?

 

Na primeira visita que o rei Abdullah da Arábia Saudita, agora falecido, fez à propriedade da Rainha de Inglaterra em Balmoral, a certa altura, a seguir ao almoço, a rainha perguntou-lhe se queria conhecer a propriedade e ele disse que sim. Trouxeram os Land Rovers e ele subiu para o lugar da frente, como indicado. Qual é o espanto dele quando a rainha, em vez de sentar-se atrás e ser guiada por um motorista, subiu ela mesma para o lugar do condutor e largou a toda a velocidade. A rainha, que serviu no exército como motorista durante a segunda guerra, guiou toda a tarde por caminhos apertados enquanto falava sem parar. É claro que ele não disse nada por estar a ser guiado por uma mulher mas parece que estava mais branco que as roupas que usava.

 

Result: Elizabeth 1, Abdullah 0. 

A rainha de Inglaterra: stone-cold badass :)))

 

 

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publicado às 19:03


Tsipras, a Grécia e a Europa

por beatriz j a, em 29.01.15

 

 

 

Carta aberta de Tsipras aos alemães.

 

 

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publicado às 17:24


Isto e só rir...

por beatriz j a, em 29.01.15

 

 

 

Hoje estavam umas folhas espalhadas pela sala de professores com uma lista de acções de formação creditadas dos sindicatos. Havia acções de formação a custar 30 euros para sócios e 100 euros para não-sócios!

A piada disto está em que, os sindicatos, à segunda feira, por assim dizer, defendem que os professores devem fazer o ministro cumprir a lei (a lei diz que a formação creditada obrigatória dos professores é gratuita) e recusar-se a pagar por aquilo que têm direito gratuitamente e à terça feira deixam lá o catálogo das suas acções de formação... PAGAS!!!

 

 

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publicado às 16:42


O meu problema

por beatriz j a, em 29.01.15

 

 

Defesa de Sócrates acusa procurador de querer usar “provas proibidas”

 

 

Ao reconstruir o caminho do dinheiro, os investigadores terão esbarrado em vários milhões de euros que, segundo noticiou então o semanário Sol, se encontravam depositados em contas do banco suíço UBS em nome de várias contas offshore. Estas seriam controlados pelo amigo de infância do ex-primeiro-ministro Carlos Santos Silva, empresário também em prisão preventiva neste caso.

Porém, para os advogados, que sublinham desconhecer os factos pelos quais Sócrates está indiciado, esses dados não são admissíveis em tribunal. A amnistia fiscal implica que quem transfere para Portugal dinheiro depositado no exterior ao abrigo deste regime, não pode ser alvo de processo-crime por isso.

“Nos limites do presente regime, a declaração de regularização tributária não pode ser, por qualquer modo, utilizada como indício ou elemento relevante para efeitos de qualquer procedimento tributário, criminal ou contra-ordenacional, devendo os bancos intervenientes manter sigilo sobre a informação prestada”, referem as leis que estabelecem os regimes.

O RERT foi criado pelo primeiro Governo de Sócrates, em 2005, e repetiu-se em 2010, no segundo Governo de Sócrates, e em 2012, já com Passos Coelho.

Em Dezembro do ano passado, por exemplo, foi arquivado o inquérito que corria há oito anos sobre a alegada corrupção no negócio de venda de dois submarinos por um consórcio alemão ao Estado português.

Num comunicado, o Departamento Central de Investigação e Acção Penal admitia ter sido possível “apurar o recebimento de alguns montantes [luvas]”, mas sublinhava que “sem recurso aos dados contantes do RERT não há elementos probatórios que permitam inferir quem eram os beneficiários” até porque “o RERT inviabiliza a possibilidade de incriminação a título de fraude fiscal, através do recurso  ao conteúdo do RERT”.

 

Segundo o que tem sido noticiado, Santos Silva aderiu ao RERT em 2009 para passar alguns milhões do USB para o BES. Em vez dos habituais 50% de impostos, o diploma permitiu que pagasse apenas 5%, isto é, em vez de pagar ao Estado 10 milhões de euros, terá pago um milhão. Já em 2005, terá entrado também outra tranche em Portugal vinda de uma conta offshore de Carlos Santos Silva.

 

Quando quem manda se aproveita do cargo para fabricar leis alfaiate que lhe permitam alegar em sua defesa que é proibido saber-se se tem dinheiro, quanto tem, onde o arranjou e por aí fora... mas o PPC também apoia esta lei que impede que se possa apurar quem se serve dos cargos para se apropriar do alheio...

 

O meu problema é: em quem é que se vota nas próximas eleições...? Quem? No PS dos amigos e admiradores do Sócrates? Na coligação submarina dos amigos do despedimento em massa e das folgas de 800 milhões à custa dos serviços públicos? Nos náufragos orfãos do trotskismo do BE? Isto vai ser muito complicado...

 

 

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publicado às 16:41

 

 

 

Medicina de Guerra (Visão)

 

Oito vítimas fatais à espera de socorro nas urgências e aumento de 25% de mortalidade face a igual período do ano passado. Estará o SNS a ceder aos cortes e à falta de meios? As respostas de doentes e profissionais de saúde. Retratos do caos nos hospitais

Não há queixas novas, mas há males crónicos, agravados pelo cansaço dos profissionais e por um vírus da gripe que nem sempre cede à vacina. Junte-se-lhe a falta de aposta nos cuidados de saúde primários e temos o cenário de caos descrito pelos profissionais e doentes à VISÃO.

 

"Estamos programados para uma situação ideal e basta uma alteração, como a gripe, para a rotura. O que se destruiu em dois ou três anos, porque quisemos fazer um brilharete perante a troika, cortando mais do que nos era pedido, irá demorar décadas a reconstruir. Temo pelo SNS", admite Carlos Cortes, presidente da secção regional do centro da Ordem dos Médicos, para quem "a fórmula Paulo Macedo não está a funcionar".

 

Apesar de toda a insatisfação - menos trabalho em equipa devido à contratação de tarefeiros, horas extra pagas a metade, falta de tempo para os doentes -, o SNS foi mantendo o nariz à tona. Até ao dia em que não aguentou mais um esforço. O diagnóstico é transversal a todo o País e especialidades, como resume Fernando Cirurgião, diretor do serviço de obstetrícia do Hospital de São Francisco Xavier. "Está tudo reduzido ao mínimo. Médicos, enfermeiros, auxiliares. Não há ninguém nos bastidores. Ficámos um ano à espera de autorização para contratar um anestesista. Só na segunda-feira, 19, recebemos luz verde para celebrar contratos." 

 

A mesma "luz" começou agora a chegar a outros serviços, um mês depois de as mortes nas urgências terem começado a abrir noticiários. O ministro da Saúde, Paulo Macedo, anunciou várias medidas. Entre elas, o recurso a urgências privadas para tratar doentes do SNS e a contratação de 1 499 médicos e cerca de 2 000 enfermeiros, além de uma resposta há muito reivindicada pelos clínicos: o aproveitamento de especialistas reformados. Fonte do Ministério da Saúde garantiu ainda à VISÃO que as contratações poderão ocorrer em todos os centros hospitalares.

 

Mesmo assim, no INEM, onde a espera para atendimento telefónico chegou aos 102 segundos no dia 2 de janeiro, aguarda-se ainda pela abertura de um concurso externo para contratação de 70 novos técnicos operadores de telecomunicações e 85 técnicos de emergência. Isto apesar de, segundo fonte do Instituto de Emergência Médica, se ter registado "um acréscimo do número de chamadas de cerca de 20% face à média diária do ano de 2014, o que representa mais cerca de 700 chamadas diárias".

 

Pedimos aos nossos entrevistados que definissem, numa palavra, o atual estado do SNS.

 

Ana Marques 
42 ANOS 

ASSISTENTE OPERACIONAL NA URGÊNCIA HOSPITAL S. FRANCISCO XAVIER



"Há quatro anos éramos 60 e agora somos 35, na urgência geral. O turno da manhã fazia-se com 14 técnicos e agora somos 8. No hospital havia 900 camas e agora são 800. Como não há vagas, os doentes acumulam-se na urgência, à espera. Normalmente, atendemos 170 doentes por dia. Agora, com a gripe, chegámos aos 230 e não houve reforço nenhum. Ficámos sem macas, porque estão todas em uso. E assim não conseguimos internar os doentes. Não damos resposta. A espera média de duas horas passou para sete a nove. Os doentes não deixam de ser transportados nem lavados, mas com atraso. Não conseguimos estar em todo o lado. Quando falta alguém, temos de seguir turno e não podemos dizer que não. No fundo, pedem-me disponibilidade total por 600 euros de salário. Há dois anos levei um soco de um doente que estava alcoolizado. Fiquei com o maxilar deslocado, mas pus gelo e continuei a trabalhar. É assim porque gosto de ajudar o próximo e porque chegamos ao final do dia e temos uma chefia que nos diz 'Obrigado!' Mas estamos a entrar em exaustão."

 

DESESPERO 

"Fiquei com o maxilar deslocado, mas pus gelo e continuei a trabalhar. Porque chegamos ao final do dia e temos uma chefia que nos diz 'Obrigado!' Mas estamos a entrar em exaustão"

 

Pedro Azevedo 
29 ANOS 

MEDICINA INTERNA HOSPITAL GARCIA DE ORTA

"Aqui praticamos medicina de guerra. A urgência foi dimensionada para 21 doentes e chegam a estar 60. Há pessoas amontoadas, internamentos que ocorrem por inteiro na urgência e doentes ventilados que deveriam estar nos cuidados intensivos. E também há muitas falsas urgências. Boa parte da urgência é assegurada por médicos sem qualquer especialidade e com pouca experiência, que pedem exames de forma indiferenciada. O que torna tudo mais moroso e mais caro. O problema começa nos centros de Saúde que não têm capacidade de atender todos os doentes e na central de consultas. Reconvertemos cada espaço em sala de consultas, até salas de arrumos. Mas aí não há aparelhos de medir a tensão, nem impressora para imprimir as receitas. Na minha consulta, sigo doentes que poderiam ser atendidos no centro de Saúde, mas como há um limite de prescrição imposto aos médicos de família, estas pessoas acabam por ter de ser vistas aqui.

 

Já fui chamado para duas paragens cardiorrespiratórias, ao mesmo tempo. Todos fazemos horas a mais. O pior é quando os doentes não reconhecem o esforço. Já me cuspiram na cara. Mas há quem nos agradeça. A filha de um bombeiro, que tinha sido aqui tratado, veio oferecer-me um extintor no aniversário da morte do pai."

 

ENTROPIA 

"A urgência foi dimensionada para 21 pessoas e chegam a estar 60"

 

Carlos Camacho

FILHO QUE ACOMPANHOU MÃE DOENTE DURANTE UMA NOITE NAS URGÊNCIAS HOSPITAL AMADORA-SINTRA

"A minha mãe, de 68 anos, sofre de asma desde pequena. No dia 2 de janeiro, por volta das 18 horas, deu entrada na urgência do Hospital Fernando da Fonseca com uma infecção pulmonar. Estava já a tomar antibiótico e foi lá por indicação do médico assistente. Queria que lhe tirassem uma radiografia, mas nunca chegaria a fazê-la. Teve um ataque de tosse na sala de espera, muito fria, e o corredor estava apinhado de macas, por isso deixaram-na ficar numa cadeira de rodas dentro da urgência. Atribuíram-lhe uma pulseira amarela e à meia-noite ainda não tinha sido atendida. Doíam-lhe as costas, sentia um mal estar tremendo que agravava a respiração.

 

Por volta da uma da manhã, o estado dela agravou-se e insisti com a enfermeira. Não queria ver a minha mãe a morrer ali.

Mandaram-na para a zona dos inaladores, mas como não havia lugar para ela, esperou mais 4 horas. Passei a noite a pedir auxílio para outros doentes. Quem vem sem acompanhante não tem ninguém que vá chamar ajuda e morre ali. Eram 5 horas e 15 da madrugada quando a minha mãe pôde, finalmente, receber oxigénio. Nessa altura, já nem conseguia ir à casa de banho, tal era o cansaço. Chegou aos inaladores a cambalear. É uma espera desesperada, mas nada disto se deveu a falta de profissionalismo. Eles são poucos e não têm mãos a medir. As auxiliares passavam por nós e queixavam-se de que nem havia lençóis para mudar as camas. Morreu uma pessoa à minha frente. Isto ultrapassa todas as regras básicas da dignidade humana. Com o problema crónico da minha mãe, estamos habituados a esperas, mas nunca como esta. Passamos a ser só mais um e isso choca. A minha mãe sobreviveu. E a quantidade de gente que não consegue?"

 

ESPERA 

"Ultrapassa todas as regras básicas da dignidade humana. Passamos a ser só mais um e isso choca. A minha mãe sobreviveu. E a quantidade de gente que não consegue?"

 

Francisca Teixeira Lopes 
28 ANOS 

PNEUMOLOGISTA CENTRO HOSPITALAR LISBOA NORTE

"Faço 12 horas seguidas de urgência e nem tenho tempo de ir à casa de banho, às vezes nem de comer. É um ritmo alucinante e está toda a gente a fazer um esforço extra. Há semanas em que trabalho 60 horas. Não sobra tempo para estudar ou fazer investigação o que é essencial na nossa profissão. Ainda há uma grande solidariedade entre as equipas, mas estamos todos a atingir o limite, o que prejudica todos. Os especialistas não têm tempo para nos formar. Os doentes não recebem o atendimento que merecem. Em alturas críticas, de gripe ou legionela, ficamos sobrelotados. Na consulta, perdemos dez minutos a tentar abrir o programa de passar receitas. E depois é preciso abrir outro programa para as análises, outro para ver a lista de doentes... O computador é muito lento e a informação não é cruzada. Não temos acesso aos dados dos centros de saúde. Há uma espera de seis meses a um ano para uma consulta. Doentes com asma, Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica, não podem estar tanto tempo sem serem vistos. Não consigo fazer o trabalho como gostaria e o que faço é a custo pessoal. Quando acabar a especialidade, não sei se terei lugar em Portugal. Poderei emigrar. Mas custa-me pensar que o País investiu tanto em mim para eu depois me ir embora."

 

FRUSTRAÇÃO 

"Não consigo fazer o trabalho como gostaria e mesmo assim o que faço é a custo pessoal"

 

José Manuel Esteves 
57 ANOS 

CIRURGIÃO MAXILOFACIAL HOSPITAL S. JOSÉ (LISBOA) 

 

 "Em vários momentos se elaboraram planos de contingência, a pensar em situações de crise. A gripe aparece todos os anos. Não é inesperada, sabemos que vão ocorrer casos. Não há razão para esses planos não serem acionados nesta situação atempadamente. O objetivo seria não deixar acumular tantas pessoas: eu não consigo ver os meus doentes porque não se consegue circular na urgência, com macas por todo o lado. Houve um aumento de 40% de doentes com pulseira laranja. São os muito graves. Este ano, a situação complicou-se ainda mais porque, como o vírus da gripe a circular sofreu uma mutação, está a afetar muito mais gente. E isso já se esperava: há alguns meses que os sindicatos vinham a pedir ao ministério para que se reorganizasse o espaço das urgências e se avaliasse o rácio de pessoal. Não é depois de a casa estar a arder que se tomam medidas. Além disso, continuamos a receber doentes de prioridade verde, ou seja, nenhuma, e que só nos chegam por causa do desinvestimento nos cuidados de saúde primário. Há ainda a questão do material... claro que responde aos parâmetros mínimos, mas antigamente era suíço e agora é sulcoreano. E sim, nos privados, a qualidade do que usamos é superior..."

 

PLANEAMENTO 

"É preciso reorganizar atempadamente. Não é depois de a casa estar a arder que se tomam medidas"

 

Carlos Cortes
45 ANOS 

PATOLOGISTA CLÍNICO CENTRO HOSPITALAR DO MÉDIO TEJO 

"Este Centro Hospitalar é um paradigma da dispersão de recursos. Há três hospitais a 30 km uns dos outros: Abrantes, Torres Novas e Tomar. Os profissionais e os doentes andam de um lado para o outro, o que implica mais despesa. Os hospitais têm dificuldade em adquirir material, às vezes falta-nos medicação básica. Nunca sabemos se está disponível aquilo de que necessitamos, porque não há reposição de stock. E acabamos por passar mais tempo a tentar resolver estas situações do que a tratar dos doentes. Hoje, o grande problema dos médicos não é pensar na melhor estratégia terapêutica, mas saber se terá os meios para a levar a cabo. O que se transforma numa grande sensação de impotência. Os doentes não têm o mesmo atendimento nas urgências. Há menos médicos e os casos que aparecem são mais graves. Mas a solução não é reestruturar as urgências, é reforçar os centros de Saúde. Os profissionais emigram ou mudam para o privado não é por razões financeiras. É porque não se sentem bem com o juramento que fizeram."

 

INACEITÁVEL! 

"Hoje, o grande problema dos médicos não é pensar na melhor estratégia terapêutica, mas saber se terá os meios para a levar a cabo"

 

Inês Rosendo 
33 ANOS 

MEDICINA GERAL E FAMILIAR UNIDADE DE SAÚDE FAMILIAR DE SANTA COMBA DÃO 

"Criámos esta Unidade de Saúde Familiar numa tentativa de rumar contra a maré e de facto isto parece um oásis, porque nos organizamos em função do doente, da sua disponibilidade: abrindo até às oito da noite ou ao sábado, por exemplo. Mas é cada vez mais difícil cumprir os objetivos que nos são impostos. Falta tudo: médicos, enfermeiros, administrativos. Uns emigram outros reformam-se. Como não temos tempo de ver toda a gente no centro de Saúde, vai tudo parar às urgências. Aqui temos uma população muito idosa, com muitas patologias e em consultas de 15 minutos, como nos impõem, é impossível prestar-lhes a assistência de que necessitam. E até está estudado: quanto mais tempo se dedica a um doente, menos dinheiro se gasta. Eu precisava de estar com os meus doentes. Ouvi-los, poder ajustar-lhes a medicação com calma. Sinto que não lhes presto o melhor serviço."

 

LUTA 

"Como não temos tempo de ver toda a gente no centro de Saúde, os doentes vão parar às urgências"

 

Pedro Aguiar 
30 ANOS 

ENFERMEIRO HOSPITAL S. FRANCISCO XAVIER (LISBOA)

e

João Damásio 
47 ANOS 

ENFERMEIRO HOSPITAL DE ABRANTES

"O que se está a passar é um alerta para o que temos vindo a dizer, que o sistema não está bem e é o espelho da impreparação. Há quatro anos, havia 96 enfermeiros no meu serviço. Hoje, somos à volta de 60. Em situações de pico, como agora, é impossível dar resposta. Com a crise dos últimos anos, tudo se complicou: os doentes chegam em pior estado. Muitas vezes, atrasam a ida à urgência. Ou então não tomam os medicamentos como deviam e em caso de doenças crónicas descompensam mais depressa. Com menos pessoal, o cenário é mais do que desolador, com corredores e salas cheias de gente que devia estar em observação mas acaba por ficar por ali, sem qualquer vigilância."

(IN)Segurança 

"O sistema não está bem: em situações de pico, como agora, é impossível dar resposta"

"Esta situação arrasta-se há muito tempo: nas urgências, um enfermeiro chega a ter 15 a 20 doentes a seu cargo. Não é possível criar-se qualquer relação terapêutica. Precisamos de reforço das equipas, mas a sério, e não com recurso ao outsourcing por 500 euros por mês. Aqui também faltam camas no internamento. Hoje, havia 33 doentes em macas. Já chegou a haver 78. Ficam por todo o lado, a tapar saídas de emergência, extintores. e pode ser por três, quatro, cinco dias. Até os bombeiros ficam 'presos', à espera que lhes libertem as macas. E nós estoirados: há 2500 horas de folgas para serem gozadas pela equipa de enfermagem..."

 

EXAUSTO! 

"Com 20 doentes a cargo, não há qualquer relação terapêutica"

 

Ana Calado 
36 ANOS 

NEUROLOGISTA CENTRO HOSPITALAR LISBOA CENTRAL (SÃO JOSÉ E CAPUCHOS)

"Nos últimos anos, saíram do meu serviço cinco médicos, que não foram substituídos, de uma equipa de 12. Os doentes que eram seguidos na consulta ficaram sem médico e não sabemos quando poderão vir a ter. Não há qualquer hipótese de os distribuir pela equipa que sobra, já que estamos completamente sobrelotados, com tempos de espera de nove meses a um ano para uma consulta. É inadmissível! Estamos a falar de doentes com Parkinson, epilepsia. Que deviam ser vistos de três em três meses. Quando o doente me chega ao consultório, vem sempre revoltado, porque esteve demasiado tempo à espera. Gasto os primeiros cinco minutos a explicar o que se passa. E depois só sobram dez minutos as consultas não podem exceder os 15 minutos. O que é muito pouco, se tivermos em conta que muitos doentes têm dificuldade em mover-se ou falar. Mas o sistema não me permite mudar os tempos das consultas. É desumana a forma como tudo isso se processa. Sinto que não dou atenção suficiente às pessoas, só que não tenho forma de o contornar. Na urgência, há macas coladas umas às outras, a ocupar cada espaço vazio. Não conseguimos sequer chegar aos doentes. E há escalas de banco, nocturnas, em que está apenas um interno a trabalhar. No Hospital de São José recebemos doentes de todo o Sul do País e atendemos cada vez mais pessoas porque vários hospitais aqui à volta deixaram de ter urgência. Vêm do Algarve, do Alentejo, com problemas graves, como crises convulsivas, ou síndromes autoimunes, e acabam por ser vistas por um médico que ainda nem é especialista. O nosso trabalho, que devia ser de discussão dos casos, em conjunto, tornou-se solitário. Perigosamente solitário."

 

SOLIDÃO 

"Há urgências que são asseguradas por um único interno. Um médico que ainda não é especialista. É um grande risco"

 

José (nome fictício) 
25 ANOS 

TÉCNICO DE EMERGÊNCIA INEM LISBOA

"No dia 29 de novembro, entrei ao serviço de manhã. Já estava a acabar o turno quando entrou uma chamada para socorrer uma senhora de 67 anos com dificuldade respiratória. Quando recebemos o pedido, ela já estava à espera há uma hora porque não havia ambulância disponível. Levámos mais tempo a encontrar a casa porque a morada não estava certa e o GPS da ambulância não funciona. Nunca funcionou. A família estava revoltada. Se as pessoas estão mais de uma hora à nossa espera, vamos com medo que nos batam. Já aconteceu. A vítima estava crítica. Entrou em paragem cardíaca e pedimos apoio à central. O rádio não tinha rede e só consegui falar 5 minutos depois, ligando pelo telefone da viatura. A central mandou vir uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER). Se tivéssemos mais competências, não se entupiam tanto as urgências. Colocámos o oxigénio e estivemos 40 minutos quando as normas apontam para um máximo de 20 em reanimação. Ao chegar, o médico viu que já não havia nada a fazer. A senhora esperou por ser atendida pelo 112, pela ambulância, pela VMER e ainda esperou pelo delegado de Saúde, para declarar o óbito. Se tivéssemos chegado uma hora mais cedo... Saímos de lá já de noite, com a sensação de que se podia ter feito mais para a salvar."

 

ESCASSEZ

"O GPS da ambulância não funciona. Nunca funcionou."

 

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publicado às 16:18

 

 

 

Os produtos do Estado vão passar a oferecer juros mais baixos a partir da próxima semana. Para ainda conseguirem beneficiar das taxas actuais, muitos portugueses fazem fila aos balcões dos CTT. Alguns até tiram tudo o que têm dos bancos. 
 

"Tirei todo o dinheiro que tinha no banco. Apliquei 100 mil euros em certificados de aforro porque o que o meu banco me oferecia era uma taxa de juro de 1,7%". João Silva (nome fictício) foi apenas um dos muitos portugueses que nas últimas...

 

... e não para uma minoria beneficiar do trabalho de todos. Se eu quisesse ser economista ou gestora tinha tirado um curso de economia ou de gestão, que diabo...  Queria poder não ter que pensar em dinheiro: poder ter o dinheiro num banco que não me roube e que me dê um juro razoável por ter ali o dinheiro e não no banco do lado e ser uma pessoa de 'boas contas' e não ter que me chatear com isso. Não quero ter que andar a ver se tenho que tirar o dinheiro do banco e aplicar não sei onde para não perder dinheiro... que chatice! Porque é que as sociedades estão organizadas para complicar a vida às pessoas?

Vou ter que ler esta notícia para saber o que é isto de ser preferível tirar todo o dinheiro do banco a tê-lo lá... mas se toda a gente tirar todo o dinheiro dos bancos como fez o fictício João Silva, os bancos fazem o quê...? Não percebo... e a questão é que não queria ter que perceber estas porcarias que não me interessam um átomo.

 

 

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publicado às 05:42


Exactamente o que penso há muito tempo

por beatriz j a, em 29.01.15

 

 

Professores deviam ser apoiados no primeiro ano de trabalho

 

Leonor Santos, professora do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa e especialista em avaliação e desenvolvimento profissional de professores, considera que não será através da Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC) - que registou mais de um terço de chumbos este ano - que o ministro Nuno Crato alcançará o objetivo anunciado de "escolher os melhores professores".

"Esta prova não se dirige certamente a apreciar ou não a qualidade das competências profissionais", diz, acrescentando que é em contexto de trabalho que estas competências são identificadas e desenvolvidas. "Isso consegue-se através do ano de indução na carreira, no início da sua atividade, em que o professor trabalha com o acompanhamento próximo de profissionais competentes e experientes"

 

Em primeiro lugar o ministro, antes de falar e criticar os outros, podia ter lido aquele enunciado da prova e mandado alterar a qualidade da escrita de algumas questões... mas deixemos isso para lá... a questão de haver professores a dar muitos erros ortográficos tem que ver com as escolas, os exames e as universidades de onde saem formados dessa maneira e é aí que tem que actuar-se. Saber-se de onde e como é que saem alunos formados nessas condições, isso é que é importante. Fazer exames já depois de tudo acabado é desonesto.

 

Em segundo lugar, qualquer professor que se inicia na carreira não beneficia em nada de testes de escolha múltipla, nem de métodos de intimidação ou de humilhação (ter os funcionários da escola a tratá-lo como aluno...) do que precisa é de acompanhamento e de apoio de alguém experiente que o ajude a desenvolver-se como professor porque avaliação já a teve durante os dois anos de estágio de formação de professores que foi obrigado a frequentar. Que essas formações de professores não prestem, em muitos casos, isso é que tem que avaliar-se e mudar se necessário. Não é aprová-los e declará-los aptos para o ensino e depois de tudo feito excluí-los em testes de escolha múltipla o que é profundamente desonesto. Estes testes são inúteis para o fim a que se destinam e só servem para o ministro dizer mal dos professores e criar desconfiança relativamente ao ensino (que parece ser o seu grande objectivo, à semelhança da outra).

 

E já agora só um aparte: estes professores que escrevem com muitos erros serão 'vítimas' de anos e anos de políticas educativas que desprezavam a língua porque essa era, então, a moda. Quantas vezes tínhamos problemas com os alunos e os pais que não aceitavam -e faziam queixa dos professores em questão- que um professor de Matemática ou Filosofia ou Biologia penalizasse um trabalho ou teste por estar mal escrito, com o argumento de que só o professor de Português podia corrigir o Português e que o de Biologia tinha que corrigir a Biologia mas não o Português que não era a área dele. Este era um argumento aceite por toda a 'inteligência' dos pedagogos da moda. O estrago que esta moda fez foi de tal ordem que teve que sair escrito, em letra de lei, há um par de anos, que todos os professores são também professores de Português e devem corrigir os alunos nesse domínio. Mas para aqui chegar foi uma luta de anos e anos, muito grande, contra as políticas do 'aprender a aprender' e dos os alunos terem é que ser felizes nas aulas... estes jovens professores que dão erros andaram na escola nessa altura...

 

A moda agora é a contradição: por um lado temos o AO a querer simplificar a língua ao ponto de podermos escrever tal qual como falamos, por outro lado querer complicar o estudo da língua artificialmente. Aqui há tempo os alunos de uma turma queixavam-se da reforma do estudo da língua e diziam, 'quando aprendemos a gramática, no básico, as regras eram simples e lógicas; havia o sujeito, o predicado, os complementos, que podiam ser de tempo, se estávamos a falar de quando as acções tinham sido feitas, de lugar, se estávamos a falar do local onde tinham sido feitas, etc. e tudo era fácil de perceber e memorizar; agora chamam-se 'modificadores' e podem ser 'modificadores oblíquos' ou podem ser 'modificadores adjuntos' ou ainda 'predicadores verbais' e as frases chamam-se 'grupos verbais'... (de não sei quê, já não lembro) e há tantas excepções e apartes que é tudo confuso e difícil de organizar mentalmente. As regras gramaticais desta última reforma talvez façam as delícias dos linguístas mas se calhar não ajudam a cimentar uma aprendizagem estruturada e sólida da língua e esse é o objectivo do estudo da língua nas escolas.

 

 

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publicado às 04:24

 

 

(...até hoje ninguém sabe porquê... depois daquele desastre de concerto no MSG. Tinha menos de nove meses de vida pela frente)

 

 

 imagem da net

 

 

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publicado às 19:09


Arre!

por beatriz j a, em 28.01.15

 

 

 

O meu telefone tem a mania que é inteligente. Estou a escrever uma mensagem e como o ignorante não conhece uma palavra corrige-me, substituindo-a por outra que não tem nada a ver com o que queria dizer. Isto tudo sem pedir opinião... quando dou por isso estou a mandar mensagens ininteligíveis... tenho que estar constantemente a introduzir palavras novas no dicionário do telemóvel! Uma pessoa bem quer descansar de ensinar mas até para o telefone temos que dar uma de professora! 

 

 

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publicado às 17:33


Tsipras

por beatriz j a, em 28.01.15

 

 

 

 

O novo primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, distanciou-se da ameaça feita pelos líderes da União Europeia (UE) de aumentar as sanções aplicadas à Federação Russa por causa da guerra na Ucrânia, argumentando que não foi consultado.

 

Acho que ele não se pronunciou contra as sanções mas sim contra o facto da Grécia não ter sido consultada e se assim foi parece-me que fez muito bem porque o comité central de Bruxelas não tem que tomar posições em nome de todos se não consultou todos.

Entretanto, os 'mercados' são tão predadores e indiferentes às pessoas reais que punem todos os políticos (e os que deles dependem) que se comportam como políticos e não como lacaios da corporações multinacionais económicas e financeiras. 

 

 

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publicado às 16:46


Quando a neve parece fondant

por beatriz j a, em 28.01.15

 

 

 

NY

 

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publicado às 06:46


Esqueleto de renda

por beatriz j a, em 28.01.15

 

 

 

Olive Cotton (1911-2003)
[Leaf Skeleton], c1964. 

 

 

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publicado às 06:24


One really cool policeman 😄

por beatriz j a, em 27.01.15

 

 

isto já me pôs bem disposta :))))

 

 

 

 

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publicado às 20:13

g.a


3-8-12


Pág. 1/8



no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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