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Joshua Bell - Bach chaconne

por beatriz j a, em 30.11.13

 

 

A música de Bach é poderosa mas não como o Beethoven pois é espiritual, intimista e relaxante. Tem qualquer coisa de verdadeiro que quanto mais se ouve mais se quer e se gosta de ouvir. Nunca perde o impacto mesmo que se ouça vezes infindáveis.

 

 

 

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publicado às 22:40


Desde que passaste por lá...

por beatriz j a, em 30.11.13

 

 

 

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publicado às 21:34


Home alone - Batsheva Ensemble Dancers

por beatriz j a, em 30.11.13

 

 

 

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publicado às 11:33

 

 

 

É assim que se vê a importância do trabalho de edição e montagem...

 

 

 

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publicado às 08:30


Hoje é dia de encorrer os espanhóis

por beatriz j a, em 30.11.13

 

 

 

Isto é no Fundão. À meia-noite de 30 de Novembro, véspera da Restauração da Independência, o tal feriado que vai desaparecer da memória oficial por ordem de um governo que não tem o sentido da importância da História.

 

Vídeo tirado da página de FB do Movimento 1º Dezembro.

 

 

 

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publicado às 08:13


A crise é isto, não é mais nada

por beatriz j a, em 29.11.13

 

 

 

Seis banqueiros portugueses receberam um milhão de euros em 2012

Em média, cada um destes banqueiros recebeu 1,147 milhões de euros em 2012.

No final de Setembro deste ano, o Banco de Portugal enviou uma instrução aos bancos para saber quantos funcionários das oito principais instituições – à Caixa Geral de Depósitos (CGD), ao BPI, ao BES, ao BCP, ao Santander Totta, ao Crédito Agrícola, ao Montepio Geral e ao Banif - ganham mais de um milhão de euros por ano.


É este sistema que suga a maioria para benefício de uns poucos. Não me choca que uns ganhem um milhão, desde que não sejam de bancos públicos como a CGD, por exemplo, ou bancos com activos tóxicos de milhões de prejuízo que pediram auxílio ao Estado e que nós todos estamos a suportar. De modo que, gostava de saber quem são estes banqueiros. É que o salário mínimo são 400 e tal euros e as pessoas todos os dias são despedidas.


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publicado às 20:01

 

 

Professores contratados queimam certificados de habilitações

Há cerca de 30 a 40 mil professores contratados. Todos se espantam que nem as universidades nem os politécnicos que os formaram tenham reagido em defesa da qualidade da formação que lhes ministraram.



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publicado às 18:05

 


...a Europa erra na atual estratégia de austeridade devido a "uma crença ideológica que recua centenas de anos e que entende que sempre que há um problema com dívida se deve cortar nesta. Isso funciona individualmente, mas se todos tentarmos fazê-lo ao mesmo tempo, e formos parceiros comerciais com a mesma moeda, o resultado é uma recessão para todos. E à medida que o PIB encolhe a dívida aumenta, tal como está a acontecer em Portugal e nas chamadas perifeiras europeias".


 

Segundo Mark Blyth, "a primeira solução é parar com a austeridade. A segunda é parar de fingir que isto é uma crise de dívida pública, que não é. É uma crise bancária. É preciso resolver o problema bancário. Estamos parados na união bancária há um ano, pela simples razão de que alguém tem de lidar com um bilião de dólares de ativos tóxicos que estão nos sectores bancários espanhóis e outros. Até que as perdas sejam reconhecidas e absorvidas pelos bancos e seus acionistas e credores, não há forma de resolver o problema. É preciso desalavancar o sistema e deixar o ciclo de crédito e a política monetária funcionar".


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publicado às 18:01


Hoje é o dia das livrarias e aos livreiros

por beatriz j a, em 29.11.13

 

 

 

A fotografia é da Lello, toda a gente sabe. Hoje, talvez devesse ter ido a uma livraria mas, como já fui e vou tantas vezes e compro muitos livros, para mim todos os dias são dia do livro, do livreiro e das livrarias.

Assinala-se também o dia da morte de Fernando Pessoa e Assis Pacheco que, li hoje, morreu numa livraria.

 

Librería Lello e Irmão – Oporto – Portugal

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publicado às 17:38


Sai um mini-Lenine para o almoço

por beatriz j a, em 29.11.13

 

 

Crato quer mudar cursos de professores em sete meses

O Ministério da Educação e Ciência (MEC) apresentou às universidades e politécnicos um projeto-lei que implica alterar todos os cursos de Educação, que formam os futuros professores, a tempo das candidaturas ao Superior de julho do próximo ano.

Só na rede pública, estão em causa seis dezenas de cursos, para mais de 1200 estudantes. Mas a equipa de Nuno Crato já nem admite autorizar as atuais ofertas a abrirem vagas no próximo ano letivo.


E é tudo muito democrático. Faça-se assim que eu é que sei e não preciso de discutir com ninguém!



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publicado às 15:00

 

 

(do blog, 'Dias do Pisco')

 

 

 

Nuno Crato poderia ter contribuído para facilitar a gestão das escolas, mas preferiu criar mega-agrupamentos, dificultando ainda mais o trabalho de direcções e de funcionários administrativos.

 

Poderia ter contribuído para que as condições de aprendizagem dos alunos melhorassem, mas tornou as turmas maiores.

 

Poderia ter tido a preocupação de criar condições para que os alunos com necessidades educativas especiais tivessem direito a um acompanhamento mais individualizado, mas escolheu reduzir esses apoios ao mínimo.

 

Poderia ter querido saber se as escolas tinham auxiliares suficientes, mas tomou a decisão de as obrigar a abrir de qualquer maneira.

 

Poderia ter transformado o ensino profissional numa verdadeira escolha, mas manteve a atitude das suas antecessoras, transformando-o numa mera solução de recurso para os alunos com dificuldades.

 

Poderia ter criado um verdadeiro sistema de avaliação das escolas, mas optou por transformar os rankings num instrumento único, quando se sabe que há imensa vida na Educação para além dos exames.

 

Poderia ter criado um ambiente de estabilidade, favorável ao planeamento, mas manteve a mesma atitude atabalhoada de anunciar decisões em cima da hora, sem se preocupar com as consequências.

 

Poderia ter aliviado o Orçamento de Estado das ajudas desnecessárias a escolas privadas, mas confirmou que os governos portugueses existem para pôr os dinheiros públicos à disposição de empresas amigas.

 

 Poderia estar genuinamente preocupado com a educação dos jovens portugueses, mas confirma-se, todos os dias, que só ocupa o cargo para poupar dinheiro a qualquer custo.

 

Poderia ter-se dedicado a melhorar verdadeiramente a formação inicial dos professores, mas deixou tudo na mesma.

 

Poderia ter reavivado a formação contínua dos professores, instrumento fundamental para o exercício da actividade docente, mas nada fez.

 

Neste contexto, a prova a que os professores contratados irão ser sujeitos faz todo o sentido, uma vez que serve para prejudicar a Educação e os professores. Ninguém acuse Nuno Crato de incoerência.

 

 

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publicado às 14:36


Yuja Wang

por beatriz j a, em 29.11.13

 

 

 

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publicado às 06:25


A verdadeira crise

por beatriz j a, em 29.11.13

 

 

Emilio Lledó: “La verdadera crisis es la de la inteligencia”

SARAY ENCINOSO | Santa Cruz de Tenerife


-¿La crisis ha reducido nuestra capacidad de pensar, de replantearnos las cosas?

“Creo que no estamos tanto ante una crisis económica, sino en una crisis de la mente, de nuestra forma de entender el mundo. La crisis más real -con independencia de los problemas económicos, que son muy reales- es la crisis de la inteligencia. No estamos solo ante una corrupción de las cosas, sino ante una corrupción de la mente. A mí me llama la atención que siempre se habla, y con razón, de libertad de expresión. Es obvio que hay que tener eso, pero lo que hay que tener, principal y primariamente, es libertad de pensamiento. ¿Qué me importa a mí la libertad de expresión si no digo más que imbecilidades? ¿Para qué sirve si no sabes pensar, si no tienes sentido crítico, si no sabes ser libre intelectualmente? También ocurre que uno intenta pensar y escribe cuatro especulaciones y no puede hacer nada. Piensas pero no tienes poder. De ahí el poder de la política”.

 

-¿Cómo consigue no caer en el pesimismo después de decir eso?

“No soy nada pesimista. Solo soy pesimista, en cierto sentido, porque ya soy mayor y me queda poco tiempo, o menos tiempo, pero a mí me parece que la vida es algo muy hermoso y muy estimulante. Tenemos que darnos cuenta y no podemos olvidarnos de la posibilidad que tenemos de mirar. Los filósofos griegos me enseñaron que la palabra ‘idea’, que nos remite al idealismo, significa mirar. Mirar con los ojos, no con la mente. Y después de eso viene la educación…”.

 

-Hablando de educación, la nueva reforma educativa elimina la obligatoriedad de dos de las tres asignaturas de Filosofía en Secundaria y Bachillerato. ¿Qué consecuencias tendrá en el futuro?

“Me parece un disparate, una cosa inconcebible, cuando hoy precisamente en el mundo tecnológico es tan importante la reflexión sobre los sentimientos, sobre las acciones, y a eso ayuda la filosofía”.

 

-Dice que le preocupa más la corrupción de la mente que la corrupción tradicional. ¿Quién está corrompiendo nuestras mentes?

“Una política de la mentira y una educación que no se ha tomado en serio. La educación es la esencia de partida social y si eso falta la sociedad de va a pique. Filosofía significaba apego a entender. Preocupación por saber qué mundo es el tuyo, qué sociedad es la tuya y cómo compartir la vida con otros. Por eso es tan importante la política, aunque hoy se hable de la destrucción de la política”.

 

-Lo que quizás ha conseguido la situación actual es que la gente tenga más apego por saber, más necesidad de filosofía…

“Sí. Quizá la crisis nos ha dejado al aire, al descubierto, y eso nos estimula, por eso es tan importante que los jóvenes se formen, y que tengan acceso a una educación de calidad. Yo he vivido mucho tiempo fuera de España en grandes países tecnológicos, y en un país como Alemania nunca apostarían por una universidad privada”.


 -A nosotros nos han obligado a pensarlo todo en términos de rentabilidad económica..

 “Exacto. La economía es importante, pero es solo una parte. Hay que dejar que los muchachos, los cinco o seis años que están en la universidad, se entusiasmen con algo, que no se obsesionen con cómo ganarse la vida, ya se la ganarán o la lucharán. La obsesión por ganarse la vida es la forma más radical de perderla”.

 

-Después de ser un niño de la Guerra Civil en España y de vivir en Berlín la caída del muro, ¿cómo ve la situación actual en cuanto a libertades y derechos?

“Como niño de la Guerra Civil sé lo que es el hambre, pero no el hambre como metáfora. El hambre, hambre, hambre de Madrid de los años 40. No tener qué comer durante años. Era una situación patológica, había acabado una guerra, y había unos vencedores y unos vencidos. Eso hoy no existe, hoy se nos ofrecen un montón de cosas. Estamos en la sociedad del consumo, en una sociedad que acaba consumiendo al consumidor. Pero es consumo vacío, consumo consumiente, que te consume, que te deteriora”.

 

-Eso lleva a otra pregunta: ¿Cómo nos está deteriorando el uso perverso del lenguaje?

 “De una manera increíble. Una forma de deteriorar la mente es deteriorar el lenguaje. Utilizamos palabras sin pensarlas. Por ejemplo, ahora hay que ponerlo todo en valor. Sin embargo, no sabemos qué es el valor porque no sabemos lo que son los valores. La universidad tiene que fomentar un debate sobre los ideales. Los creadores de riqueza son necesarios, pero unos pasos más adelante hay que crear algo que rompa la pura pragmacia. O la practiconería, que es una palabra que seguro que la Real Academia no aceptaría, pero que me parece muy expresiva”.

 

 -¿Confía en que en el futuro seremos menos pragmáticos?

 “Yo creo que sí. Si no sería la muerte. Tenemos que dejar esa herencia de idealismo”.

 

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publicado às 05:29


Citação deste dia

por beatriz j a, em 28.11.13

 

 

 

(roubei isto de um blog, porque reconheci nesta frase uma verdade portuguesa insofismável)

 

"Acaso alguém seja melhor nalguma coisa que os outros, a regra portuguesa é pedir-lhe que tenha a polidez e o espírito de solidariedade para agir tão mal como o pior. »"


Miguel Esteves Cardoso, "Mediocridade", in A Causa das Coisas


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publicado às 22:11

 

 

Mário Nogueira: "Vamos invadir a Assembleia"

Mário Nogueira (Fenprof) apelou à presença massiva de professores no Parlamento quando diploma da prova for discutido, na próxima quinta-feira.


É uma aflição isto de sabermos a importância de sindicatos fortes e vermos estas lástimas em acção... deixam sempre as pessoas a resistir sozinhas entregues à sua sorte...


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publicado às 21:03


O céu em fogo, um rasto de luz no rio

por beatriz j a, em 28.11.13

 

 

 

 Setúbal

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publicado às 17:24


Lembrar os que foram vivos

por beatriz j a, em 28.11.13

 

 

 

No dia 28 de Novembro de 1582, o jovem Shakespeare, então com 18 anos, casou com Anne Hathaway, de 25 anos. Dedicou-lhe, ao que tudo indica, este poema, escrito muito antes dos outros sonetos:

 

 

Those lips that Love's own hand did make
Breathed forth the sound that said 'I hate'
To me that languish'd for her sake;
But when she saw my woeful state
Straight in her heart did mercy come,
Chiding that tongue that ever sweet
Was used in giving gentle doom,
And taught it thus anew to greet:
'I hate' she alter'd with an end,
That follow'd it as gentle day
Doth follow night, who like a fiend
From heaven to hell is flown away;
'I hate' from hate away she threw,
And saved my life, saying 'not you.'

 

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publicado às 15:05


É sempre bom saber quem é quem

por beatriz j a, em 28.11.13

 

 

 

Uma comissão da assembleia-geral da ONU adotou, na quarta-feira à noite, uma resolução histórica em defesa dos direitos das mulheres, apesar de uma forte campanha contra o texto.

Para conseguir uma aprovação por consenso, os promotores da resolução,  liderados pela Noruega, foram obrigados a retirar um parágrafo que condenava  "todas as formas de violência contra as mulheres". 


Países africanos, Vaticano, Irão, Rússia, China e Estados muçulmanos  conservadores procuraram enfraquecer a resolução, adotada pela Comissão  dos Direitos Humanos da assembleia, disseram diplomatas e militantes, que  assistiram aos debates.  


A campanha para os defensores dos direitos das mulheres beneficiou,  nos últimos meses, do "efeito" Malala Yousafzai, a adolescente paquistanesa  ferida pelos talibãs por ter defendido o direito à educação para as mulheres,  e de Denis Mukwege, médico da República Popular do Congo obrigado a exilar-se  pelo trabalho de ajuda às vítimas de violação.  

Os dois foram candidatos ao prémio Nobel da Paz este ano.  


A resolução apela a todos os Estados para que condenem publicamente  a violência contra os defensores dos direitos das mulheres, para que modifiquem  a legislação que os impede de atuar e para que facilitem aos militantes  um acesso gratuito aos organismos das Nações Unidas.  

"A comunidade internacional enviou uma mensagem clara. É inaceitável  criminalizar, estigmatizar ou restringir os direitos dos defensores dos  direitos das mulheres", declarou Geir Sjoberg, líder dos negociadores do  Governo norueguês sobre a resolução.  


Sjoberg acrescentou que o objetivo principal atualmente era conseguir  que os governos respeitassem os compromissos assumidos neste texto.  

"Há uma grande distância entre as realidades das mulheres corajosas  no terreno e que o que foi acordado hoje  1/8quarta-feira 3/8. O verdadeiro trabalho  começa agora", sublinhou o norueguês.  


O texto deu origem a duras negociações.  

Os países africanos insistiram no respeito dos costumes e tradições,  enquanto a Rússia, o Irão e a China exigiram que os defensores dos direitos  respeitar as leis de cada país, disseram diplomatas e militantes.  


A Noruega decidiu eliminar um parágrafo a estipular que os Estados devem  "condenar firmemente todas as formas de violência contra as mulheres e contra  as defensoras dos direitos humanos e abster-se de invocar os costumes, tradições  ou religião para esquecer obrigações" assumidas.  


Mais de 30 países europeus, entre os quais o Reino Unido, a França e  a Alemanha, retiraram-se enquanto coautores da resolução, em protesto por  esta concessão.  


A Islândia manteve-se como coautor, mas a embaixadora junto das Nações  Unidas, Greta Gunnarsdottir, disse que a concessão era "um mau ponto" para  a comissão da ONU.  


O Vaticano liderou os opositores às referências, neste projeto, em defesa  dos militantes nos domínios da sexualidade, procriação e igualdade dos sexos,  disseram observadores. 


Os prémios Nobel e anciãos ("Elders"), um grupo de antigos chefes de  Estado como o ex-presidente norte-americano Jimmy Carter e o ex-secretário-geral  da ONU Koffi Annan apoiaram a resolução.

 

É sempre bom saber quem são os que procuram manter a 'tradição' da menorização e violência contra as mulheres. Sobretudo para que se desmascarem os falsos 'bonzinhos'...

 

 

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publicado às 13:24


Subvencionados especiais edição ilimitada

por beatriz j a, em 28.11.13

 

 

 Autarcas reformados recebem subsídio extinto em 2005


O ex-presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Fernando Ruas, que, durante 24 anos, liderou a Câmara de Viseu, requereu ao município o subsídio de reintegração, apesar de estar reformado.

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O exemplo foi seguido pelos vereadores Américo Nunes e Cunha Lemos, também aposentados. Os requerimentos dos três ex-autarcas totalizam uma verba, que ainda não foi paga, de 110 mil euros. Mas não são casos únicos no país.

O subsídio de reintegração estava consagrado no Estatuto dos Eleitos Locais e pretendia ajudar a ultrapassar as dificuldades no regresso à atividade profissional. Foi revogado em 2005, ficando salvaguardados os direitos adquiridos. Este ano, com a saída de muitos autarcas dinossauros, devido à limitação de mandatos, os serviços jurídicos da ANMP emitiram um parecer favorável, a 8 de outubro, poucos dias depois da eleições autárquicas de 29 de setembro, no sentido de os autarcas poderem recorrer a esta pensão extra.

 

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publicado às 11:02


Short story

por beatriz j a, em 28.11.13

 

 


My First Mistake

Simon Winchester

 

The victim of the first big mistake I ever made was a gentleman to whom I had never been properly introduced (and whose name I still do not know) but who was possessed of three singular qualities: he was alone in a room with me, he was without his trousers, and he was very, very dead.

 

Some context might be useful. It was the winter of 1962. I was eighteen years old and had taken a year off before going up to Oxford University. I also had a girlfriend far away in Montreal, and in the superheated enthusiasm of my puppy love, I had promised to visit her. The fact that I then lived in London and she three thousand miles away meant that fare money had to be amassed: I had to get a job, and one that paid well enough to allow me to get away to Canada as quickly as possible.

 

London had two evening papers back then, the News and the Standard. It was in the classified columns of one that I spied the advertisement: “Mortuary Assistant required,” it said. “Eleven pounds weekly.” The bar to entry was hardly Himalayan. “Some basic knowledge of human anatomy an advantage, though not essential. Telephone Mr. Utton, Whittington Hospital, Highgate.”

 

I knew Whittington, a great, gaunt Victorian redbrick workhouse of a building on a north-London hillside along the A1, one of the roads leading in and out of the capital. Karl Marx was buried in the cemetery around the corner. There was a lovely park up the hill.

 

The mortuary, if not perhaps especially congenial, certainly was well-fitted to my interests. I had just passed, and rather well, my A Level examinations in chemistry, physics and zoology, for the latter, under the invigilation of a small man named Mr. Hawthorne, I had dissected on the slab just about every imaginable type of creature, from amphioxus to zebra. Well, perhaps not zebra, but certainly very many mammals, including rabbits aplenty. And believing that a human is basically a very large rabbit, minus those ears and tail, prompted me to pick up the Bakelite telephone on our hall table and call Mr. Utton.

 

He seemed surprised. Pleased, too, for it turned out no one else had applied for his job. “Necrophobia,” he whispered darkly. “A puzzling failing,” I explained to him my sanguine notion of man's comparability to a big rabbit; he laughed, and wondered aloud why more people didn't think that way. An interview followed: Utton turned out to be tall and solid man with a clubfoot and a ready laugh. I told him that I was rather more interested in the money than the biology; he responded that in addition to wages, he paid a per-body bonus of four shillings, and that a quick worker could soon be in pretty decent funds. “All these London fogs,” he remarked. “They're killers. Bodies just pile up here.”

 

He hired me, more or less on the spot. We walked down to the pub to celebrate and shared a cheese sandwich on a bench across from Mr. Marx's tomb. Over lunch Mr. Utton explained precious little about the job, focusing instead on his fanaticism for crosswords and his curious interest in names. His own peculiarly unaspirated surname was down to a spelling mistake on his birth certificate, he said. On the other hand, the pathologist assigned to work on the bodies I would prepare was a German, and she was named Fleishhacker, which sounded to Mr. Utton as though it should mean butcher, but actually didn't.

 

Er—“bodies which I would prepare?” I enquired, as lightly as I could. “Oh, you'll get the hang of it,” said Mr. Utton, rising without further ado and clumping over to the cemetery bus stop. When I got home and told my mother I would be working in a mortuary, she sighed a little but quickly made me promise I'd bring her flowers. “There are always flowers when dead people are around,” she said. “And it is not as if they need them.”

Atmospheric formalin, when in strong enough concentrations, catches in the throat something terrible, as Londoners say. And I confess it was the smell of strong formalin that almost drove me away on my first couple of days in the morgue. Only a distant vision of the Canadian Pacific office on Cockspur Street, and the pince-nez'd clerk there who stood ready to hand over my sailing ticket on presentation of the hundred odd pounds I expected to earn, kept me working in the cadaver-preserving miasma.

 

The cadavers themselves I didn't mind. Each morning a new offering of corpses lay in serried ranks in the freezer, each body fresh from a hospital bed upstairs in which the late lady or gentleman had breathed their last. My allotted task was to heave them out one at a time, wheel them onto the autopsy slabs, and “prepare” them, as Mr. Utton had rather elliptically suggested.

 

Perhaps you won't want to know too much about what preparation involved. I'll just say this: if you can accept the basic premise that Frau Fleishhacker's task was to poke around her customers’ insides to establish what made each take their leave of us, then I was the chap who opened the various doors to allow her to do so. I made lots of long incisions, cut off lots of things, and used a high-speed Skil saw for the trickier bits (required, for instance, if her Frau-ship ever needed to inspect a brain).

I also weighed lots of things—lungs especially. The black lungs of heavy smokers I would weigh once, then squeeze under cold running water for fifteen minutes until they became baby pink and tripelike, and then weigh again: the difference in the two figures, often a couple of pounds or more, was the weight of the tar and nicotine that quite possibly was the killer.

 

It wasn't only smoking that lacquered up one's innards with tar. Living in the London of the day was none too healthy, either. More than once the bus I rode to work had to be led by a policeman walking on the road with a red flashlight, so thick were the greasy, sulfur-dioxide-laden pea-soup fogs that in 1962 were so bad as to send people by the hundreds to hospitals some days. One Monday, after a weekend of especially thick smog, I arrived to find no fewer than thirty bodies waiting for their preparation, all of them felled by respiratory complaints. At four shillings a piece that was six extra pounds pay, plus a whole hothouse of flowers for my mother.

 

To tidy things up after the autopsy was over—and I couldn't help but feel a little queasy over the way the Berlin butcherette smoked furiously throughout her procedure, tipping the ash and then later stubbing out the butts in the cavity I had opened for her—I developed a very adequate blanket stitch, which impressed my mother no end. By the end of each procedure, the bodies looked as good as new, and I also took pride in dressing my charges as nicely as I could, if the relatives had left clothing. I wanted their encoffination—the mot juste, apparently—to be accomplished with some sartorial dignity.

 

In the interests of full disclosure I should add that I was also persuaded to commit a series of small crimes during my sojourn at the hospital, and which I hope I can safely confess at this remove of half a century. I stole pituitary glands. About a hundred of them over the months. A research hospital had need of them—pituitaries produce a multitude of hormones, including the one that makes us grow, and I proved myself quite adept at finding them: a quick probe inside the base of the brain with my fingers, and the pea-sized gland would pop out of its cavity like a snail out of its shell. Each time I collected a jar full, a furtive man in a white coat would come around to collect them, handing over a five-pound note in exchange. If ever I felt squeamish, the man reassured me that those to whom the glands belonged would be unlikely to feel the loss, nor to complain.

 

All this may have been a mistake of judgment. It was not, however, the Mistake. That came a month into my employment when a couple of attendants wheeled in to the mortuary the lifeless and, except for his bare feet, rather well-dressed corpse of an elderly, white-haired man. By this time such a delivery was quite routine: I had already had many similar encounters with the lately dead. But this fellow was different, mainly because he had a large tag tied around his big toe. On it was written a question mark and in large letters the word LEUKEMIA.

 

I was alone in the building at the time of the delivery—Mr. Utton was away, seeming to have something going on with the mortuary's tea-and-cleaning-lady, an aged Cockney who dribbled but who made a very good cuppa—and I wasn't immediately sure what to do. But a bit of riffling through his desk eventually fetched up a tattered old manual describing what to do in the event of discovering gunshot wounds, for example, or upon finding an eruption of angry-looking and possibly infection-laden spots on a corpse. The pamphlet had an index, and on finding the word leukemia, it offered me a single line of advice: Remove femur, it said, and send it for examination by the laboratory.

No problem, I thought to myself. I removed the old gent's pinstriped trousers--in fact, I stripped him almost naked, as I usually did—and after completing all my other signature open-door incisions, I made a neat slice down his thigh, hip to knee, worked my way steadily through the musculature and connective tissues and arrays of ligaments, and finally unearthed, gleaming solid white against all the liquid scarlet, the longest bone in the human body. The femur.

 

It was quite tricky to remove—think of deboning a chicken, only much bigger and stiffened with rigor—but after ten minutes of cutting and twisting and yanking, the bone came free, and I put it in a bag and sent it on its way to the laboratory upstairs. They would examine the marrow, I imagined, and determine with precision the cause of the old man's passing.

My usual routines of slicing, dicing, weighing, probing, and waiting for the pathologist's grunted okay consumed the rest of my morning, so it was approaching lunchtime before I had the elderly gentlemen blanket-stitched back to normal and his clothes back on. He looked in pretty fair shape, except that his leg, unsupported by any internal skeletal scaffolding, kept flopping off the table. For some reason that still puzzles me, no matter how often I pushed it back up, it always contrived to free itself and flop off toward the floor.

 

It was at this moment when the undertaker arrived. He was called Sid; a gloomy man who swore a lot, when he saw the pendulum swinging of the boneless leg, he displayed what I can best describe as an animated vexation. He declared vehemently that he was not effing taking that body with that effing leg, or words to that effect. It'd be so effing difficult to get it in the coffin, for starters. Not signing for it. Not taking it away.

What to do, I asked. “Not my effing problem, mate, he returned.” But then, taking pity: “Tell you what. I'm just going for me dinner. Be back in an hour. Just go and find something to stiffen up the leg, put it in the old bugger, and then I'll be back at two. Sound like a plan?”

Nothing inside the morgue seemed suitable for stiffening up a dead man's leg. Maybe outside. It was November, cold and raining. The backyard of a Victorian hospital is not much to see, all grease, rats, and puddles. But lying on the ground there just happened to be a drainpipe made of galvanized zinc, about three feet long, two inches in diameter, and apparently doing nothing useful, like draining. That might do the trick. I thought.

 

Somewhere in the back of the mortuary I remembered a vise, and I had the electric saw that I employed from time to time. Clamping down the pipe, I applied the saw to a mark that I had made on its upper fourteen inches, and after a deafening sound and a cascade of sparks, a rod the length of my gentleman's thigh bone dropped onto the floor.

I took off his trousers, undid my stitching as quickly as I could, jammed the drainpipe between pelvis and patella, and noted with pleasure and relief that the afflicted leg shot out like a ramrod. I hurriedly stitched the gentleman's wound back up, dragged up his pinstripes, fastened his belt, and zippered his fly.

 

Just in time. Sid, now well-lunched and with the smell of beer about him, returned promptly, cast a professional eye on the client, allowed as how I had done a bang-up job, signed my piece of paper, and wheeled my man to his waiting Daimler, dropped him into the coffin in the back, and tamped down the lid. “Nice job!” he said, and asked for my name. I felt a sense of palpable pride.

When Mr. Utton and his lady friend returned from their own long lunch, I decided not to tell him what had transpired. Besides, we were busy, and there were many other late people to be accommodated—before long the case of the elastically legged businessman and the initially unhappy undertaker quite slipped my mind.

 

Until the next day, around noon. There was a telephone call. Mr. Utton answered it, his replies couched in tones of gathering astonishment. As he slammed the receiver down, he turned to me. “That,” he said, “was the undertaker. You dealt with an elderly gentleman yesterday morning?” he inquired. “Well, there was a problem it seems.”

 

He waited for a second, as the hairs rose on the back of my neck. And then he continued. The gentleman wasn't buried. He was cremated.

I got it, in a sudden grisly moment. In my mind's eye I could see it all unfolding, second by ghastly second. The melancholy gathering at the columbarium. The quiet words of comfort from the black-clad minister. The coffin, decked with flowers, poised on its rollers. The vicar, all comfort offered, pressing a hidden button in the recesses of his pulpit. A pair of velvet curtains swishing aside. The coffin beginning to move down that long dark tunnel of the oven, a blaze of light, a roar of blue flame, the swift closing of the steel doors, and then the congregation standing, muttering platitudes, its principals offering thanks to the priest, and the others slowly filing out among the pews. And then, loudly, from within some mysterious somewhere—an all-too-audible sound. A clunk. A harsh metallic clunk. Next: an exclamation. A surprised exchange of voices from among the unseen workers: Hello, says one. And what might this be?

 

Fourteen inches of red-hot galvanized zinc, raked out where only three pounds of warm bone ash had ever been expected. An immeasurable surprise that prompted much anxious discussion among the relatives, once the sheepish crematorium manager explained what had happened. There was some wailing. Suggestions of complaints. Lawsuits, even. But then after some few moments, one of the uncles in the group tried to make light of the affair, with remarks that went along the lines of, “Old George! I never knew he had it in him!” A drainpipe. Much distress. Then black humor.

 

But Mr. Utton took it much less lightly. He turned to me with rage on his face and lumbered at warp speed across the room. With a flourish he unlocked a cupboard and pointed down to a quiverfull of rods. "Look here," he said, almost pulling me by the earlobe. “Chair legs,” he said. “White pine. Turns to ash in a second.” He spat in disgust, and clumped off back to his office, grumbling as he exited. “Don't make that mistake again.”

 

And no, I never did. Three months and fifty-odd cadavers later, I was safely on the steamship to Montreal.

I had exchanged the hundred mortuary pounds for a ticket to a new world, and freedom, and the start of a lifetime of wandering, and to places faraway where formalin is just a word, and nothing more. I have never been to a mortuary since, and suppose I won't visit one again, or not until, just like the old gentleman without his trousers and with a drainpipe in his leg, I'm just too past it to care.

 

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publicado às 09:57

g.a


3-8-12


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no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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