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a ministra pepsodente?

por beatriz j a, em 31.12.09

 

 

Não é muito prestigiante e é até um pouco humilhante uma pessoa ser escolhida para fazer de bonequinha de porcelana agradável à vista. Acho eu. Mas se calhar há quem não tenha brio profissional e se interesse apenas pelo título (fica sempre bem na vaidade do Currículo e do cartãozinho de visita) e o cheque que o acompanha. Se é assim, veio para o lugar certo que a educação neste país tornou-se um negócio - de títulos e ordenados condizentes.

 

 

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publicado às 17:56


metade-metade

por beatriz j a, em 31.12.09

 

 

 

 

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publicado às 16:39


Baixo, vil

por beatriz j a, em 31.12.09

 

 

Ontem comprei num alfarrabista, que tem uma banca no Jumbo de Setúbal, um dicionário em dois volumes, de Fonseca e Roquete, de 1848. É de uma editora francesa referida como 'Livreiros de suas Majestades, o Imperador do Brazil e El-Rei de Portugal'.

O dicionário está todo manchado da humidade e a encadernação, muito bonita, em pele, está um bocadinho comida nas pontas. Os dois livros estão um bocadinho maltratados mas ainda em bom estado. E são uma jóia. Negociei o preço e chegámos a acordo no preço, o que foi bom para os dois, pois eu dificilmente encontraria noutro sítio este dicionário, e o vendedor dificilmente encontraria outra fanática por dicionários antigos como eu disposta a comprar um neste estado.

Gosto imenso de dicionários já vestutos. Não é apenas pela descoberta de palavras que, apesar de terem caído em desuso, são perfeitas, como mísseis guiados, vão direitos ao coração das ideias; é também pelo modo como os dicionários eram concebidos. Explicava-se o sentido etimológico, histórico ou filosófico dos concietos, e fazia-se a diferenciação subtil dos seus significados sinonímicos e do seu uso nos diversos contextos, muitas vezes recorrendo aos grandes escritores da Língua Portuguesa como testemunhos duma determinada interpretação. Aprende-se imenso a ler estes dicionários. E têm expressões muito engraçadas.

Este vem em dois volumes: o primeiro é um 'Diccionario da Lingua Portugueza' e o segundo é um 'Diccionario de Synonymos seguido de Diccionario Poetico e de Epithetos'. Ficamos a saber que este é o primeiro Dicionário de Sinónimos da nossa Língua. Antes deste havia um Vocabulário de Sinónimos, em dez caros volumes, então esgotado.

 

Pág. 104, entrada 150 - Baixo, Vil - "(...) Quanto mais elevada é a dignidade d'uma pessoa, tanto mais baixa e desprezivel se faz, se não sabe sustentál-a; pois o homem só é grande por suas acções. - Vis são os homens quando se vendem ou prostituem. - Baixo é o homem que abate a sua dignidade, e vil, o que perde a estima dos outros e ainda a sua propria. - Baixo é o que por cobardia soffre injúrias de outrem; e mui vil o que as soffre contente, por seu interesse e com o fim de fazer fortuna por meios indecorosos. - O descarado adulador, que nem animo tem para saber callar, é baixo; e o mais vil dos homens é o que vende sua honra e sua consciência para adquirir dignidades e riquezas. (...)"

Precioso! E esta descrição dos vis e dos baixos faz mesmo lembrar certas alminhas do nosso panorama político...

 

 

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publicado às 13:07


exportar dinheiro

por beatriz j a, em 31.12.09

 

 

Angola reclama o dinheiro mobilizado para comprar o Banif. Luanda está disposta a retirar a queixa-crime se receber os 104,6 milhões.

 

Alguns países esforçam-se por recuperar o dinheiro que ladrões põem ou tentam pôr em offshores.

 

 

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publicado às 11:21


como se desvitaliza um povo

por beatriz j a, em 31.12.09

 

 

Face Oculta: Noronha diz que erro de juiz de Aveiro anulou escutas

O juiz de Instrução Criminal de Aveiro cometeu um erro ao autorizar e validar que fossem extraídas cópias das conversas entre Armando Vara e José Sócrates, interceptadas na investigação do processo Face Oculta, considera o presidente do Supremo Tribunal de Justiça nos dois despachos em que decretou a nulidade das escutas e ordenou a sua destruição (EXPRESSO)

Bestial! O Sócrates até já põe os juízes a baterem uns nos outros enquanto o safam de grandes sarilhos! Há pessoas cujo único dom é este: fazer vir ao de cima o que de pior há nos outros, estragar em pouco tempo o que outros levaram anos a construir e desvirtuar os sistemas.

A falência ou perversão da justiça desvitaliza um povo.

 

 

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publicado às 09:25


baralhar e voltar a dar

por beatriz j a, em 31.12.09

 

 

Não houve acordo entre o Ministério da Educação e os sindicatos de professores.  P

Aquele que supostamente seria o último dia de negociações sobre o estatuto da carreira docente e o novo modelo de avaliação dos professores acabou em clima de desorientação. Face ao desacordo das mais representativas federações sindicais, a ministra da Educação decidiu reformular a proposta, marcando nova reunião para a próxima quinta-feira. Mas ainda mal os sindicalistas tinham tido tempo de comentar a decisão já Isabel Alçada anunciava, em conferência, que não irá ceder num aspecto de que as duas federações dizem não abdicar.

 

Daqui a pouco nem a face sorridente da ministra permitirá distingui-la da outra senhora. Senão vejamos: disse que ia fazer uma proposta para pacificar as escolas e resolver as injustiças do modelo impróprio imposto pela outra senhora; de seguida tentou engonhar fazendo uma não-proposta; depois disse que tudo se podia discutir, mas avisou que não cede e que a sua proposta tem pontos indiscutíveis - que, por acaso, são justamente aqueles que têm vindo a ser contestados desde o tempo da outra. Os tais injustos que esta senhora prometeu e garantiu que iria rapidamente resolver...

Baralha-se e volta-se a dar...

 

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publicado às 09:08


poesia de Shakespeare

por beatriz j a, em 30.12.09

 

 

 

À Morte Peço a Paz Farto de Tudo

 

À morte peço a paz farto de tudo,
de ver talento a mendigar o pão,
e o oco abonitado e farfalhudo,
e a pura fé rasgada na traição,
e galas de ouro es despejados bustos,
e a virgindade à bruta rebentada,
e em justa perfeição tratos injustos,
e o valor da inépcia valer nada,
e autoridade na arte pôr mordaça,
e pedantes a engenho dando lei,
e a verdade por lorpa como passa,
e no cativo bem o mal ser rei.
    Farto disto, não deixo o meu caminho,
    pois se eu morrer, é o meu amor sozinho.

William Shakespeare, in "Sonetos (66)"

 

 

 

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publicado às 22:15


Avatar

por beatriz j a, em 30.12.09

 

 

Fui hoje ao cinema ver o Avatar. O filme é giro para entreter. Imagética muito poderosa. É visualmente muito forte. Mas tem tantos clichés...lol. A João disse, e com razão, que é um pastiche: tem um bocadinho de filme de cowboys, um bocadinho de Tarzan, um bocadinho de Alien, um bocadinho de Senhor dos Anéis, um bocadinho de Tróia, um bocadinho de Bela Adormecida...etc.

Tem um dragão vermelho bestialmente giro.

 

 

 

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publicado às 21:14


Jace Everett - BAD THINGS

por beatriz j a, em 30.12.09

 

 

 

 

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publicado às 21:05


todos os dias mentiras

por beatriz j a, em 30.12.09

 

P

As duas confederações que representam os pais e os encarregados de Educação pedem ao Governo e aos sindicatos dos professores para chegarem a um acordo sobre a carreira e a avaliação, porque as escolas precisam de “tranquilidade”.


Consideramos que existem boas condições para se chegar a um acordo e é isso que desejamos, para que a tranquilidade regresse às escolas e os professores se concentrem no trabalho na sala de aula”, afirma o presidente da CONFAP, Albino Almeida, em declarações à Agência Lusa.

O responsável sublinha que o Governo tem procurado, durante o processo negocial, ir ao encontro das questões que mais preocupavam os sindicatos, como a divisão da carreira.

 

Todos os dias temos de ver pessoas com responsabilidades na educação a dizer mentiras como este Albino.

Os pais querem tranquilidade? Também nós queremos.

Queria poder voltar a trabalhar com tranquilidade.

Queria poder concentrar-me nos  alunos.

Queria poder trabalhar num ambiente sem desconfiança entre colegas.

Queria trabalhar numa escola onde nada faltasse aos alunos.

Queria trabalhar numa escola onde os alunos não fossem premiados por serem faltosos.

Queria trabalhar com uma tutela que não desprezasse a educação e os professores.

Queria poder trabalhar numa escola onde nenhum professor fosse espião do colega.

Queria poder trabalhar sem que me roubassem o tempo de serviço.

Queria poder trabalhar sem ser prejudicada por não ser submissa.

Queria poder trabalhar sem ter que pagar o mateiral de trabalho: pc, papel, tinteiros, canetas, pastas, lápis, calculadoras, livros, cdroms, filmes, leitores de DVD, pilhas para comandos, visitas de estudo de alunos, etc.

Queria poder trabalhar numa escola com instalações com um mínimo de dignidade.

Queria poder trabalhar com turmas mais pequenas.

Queria poder trabalhar numa escola com uma gestão democrática.

Queria poder trabalhar em paz e tranquilidade.

 

Queria isso tudo sim, mas não a qualquer preço. Não se o preço for a industrialização da educação e o quebrar da espinha aos professores com o objectivo de sacrificar a escola pública, fazendo dela uma fábrica de cidadãos de segunda categoria.

Não se o preço for a liberdade do ensino, a qualidade da educação.

Já investimos e pagámos muito para chegarmos aqui a esta situação de, pelo menos, terem de nos ouvir, e não despacharem os professores como se fossem insectos que se esmagam com a sola do sapato. Já pagámos muito e não podemos deitar esse esforço fora.

Continuo a achar que os professores foram a única classe profissional que se dispôs a dar o corpo ao manifesto contra o despotismo e a corrupção e pelo futuro deste país.

Não vamos pagar qualquer preço. Queremos águas tranquilas mas não inquinadas.

 

 

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publicado às 11:35


a proposta da ministra na TVi 24

por beatriz j a, em 29.12.09

 

 

Estou a ver o TVi 24 - discussão sobre a proposta da ministra da educação.

O Nogueira da Fenprof disse claramente não à proposta e invocou as manifestações dos professores para dizer que os representa. Deixou claro que não basta à ministra ser sorridente. Esteve bem. Falou no sentido de voltar a haver uma frente sindical unida.Acho que esteve bem.

 

Já o da FNE me pareceu muitooooo mais disposto a assinar tudo quanto é acordo. Claramente mostrou que não tem intenção, nem agora, nem nunca, de pôr as coisas nas mãos da Assembleia da República ou de voltar 'para os colchões'. Pessoalmente não me inspira confiança o discurso dele. Pelo contrário. Fico com a impressão que, por eles, já se tinham ajeitado a este ministério...

 

O Paulo Guinote disse que a ministra tem estado ausente, que o secretário de estado é um testa de ferro do ministério das finanças, que os 30 dias, ou mais, de negociações, produziram nada, que nada ainda caiu das antigas propostas; falou das situações nas escolas de pessoas às mãos de directores ditadores, etc. Disse, e muito bem, que o ministério transferiu a crispação das ruas para as escolas e que o clima lá dentro é péssimo, só que não se vê por fora. Falou também da passagem para a nova carreira que está caótica.

Lançou o repto aos sindicatos para se unirem.

Falou muito bem porque deixou tudo claro que este processo está a ser abortivo.

 

 

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publicado às 22:22


o futuro

por beatriz j a, em 29.12.09

 

 

Há cada vez menos famílias com filhos
A proporção de famílias com filhos caiu quase um ponto percentual em 2008, representando 55,9 por cento do total de famílias, quando há seis anos este valor situava-se nos 59,6 por cento, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (SOL)

 

 

E cada vez haverá menos. Ter filhos é um luxo neste país. Caríssimo. E como se isso não bastasse, as mulheres são descaradamente discriminadas no trabalho por terem filhos, de modo que, ou não os têm ou adiam até à última o momento de os ter. Mesmo na administração pública, onde o Estado deveria dar o exemplo há discriminação. E, tendo poucas crianças para cuidar, apesar de saber que são o futuro do país, que faz o Estado? Cuida delas? Dá-lhes uma educação de qualidade para que, ao menos, essas crianças, embora poucas, venham a ser cidadãos/cidadãs de valor e préstimo para o país? Não! Pelo contrário. Descura completamente a sua educação, que põe na mão de ministros sem valor ou mérito ou até trespassa o assunto para uma qualquer repartição de finanças; trata mal os professores: quanto melhores são mais se esforça por pô-los a andar das escolas; deixa as escolas sem condições e às mãos de socratezitos ou de pessoal das autarquias.

Grande futuro se está a construir para este país...

 

 

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publicado às 21:28


Heavy On My Heart - anastacia

por beatriz j a, em 29.12.09

 

 

 

Try to fly away but it's impossible
And every breath I take gives birth to deeper sighs
And for a moment I am weak
So it's hard for me to speak
Even though we're underneath the same blue sky

If I could paint a picture of this melody
It would be a violin without its strings
And the canvas in my mind
Sings the songs I left behind
Like pretty flowers and a sunset

[CHORUS:]
It's heavy on my heart
I can't make it alone
Heavy on my heart
I can't find my way home
Heavy on my heart
So come and free me
It's so heavy on my heart

I've had my share of pleasure
And I've tasted pain
I never thought that I would touch an angel's wings
There's a journey in my eyes
It's getting hard for me to hide
Like the ocean at the sunrise

[CHORUS:]

 

Love, can you find me in the darkness, and love,
Don't let me down
There's a journey in my eyes
It's getting hard for my to hide
And I never thought I'd touch an angel's wings

 

 

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publicado às 19:12


Xenofonte - A Expedição Persa

por beatriz j a, em 29.12.09

 

 

 

Hoje chegou-me esse livro da Folio - A Expedição Persa do Xenofonte. Um livro que andava a querer ler há muito tempo e que aparece nessa edição linda. Só de olhar para o livro fico a salivar. Depois começo a folheá-lo e dou de caras com imagens de momentos da expedição como o que se vê aí em baixo. São tiradas de vasos gregos. Lembro-me de ir ver uma exposição de vasos gregos, há dois ou três anos, no museu de Arqueologia, nos Jerónimos. Uma coisa linda, linda. Como este livro que também o é: lindo, lindo.

Daqui até ao fim do ano vou lê-lo todo porque ainda por cima o Xenofonte escrevia duma maneira absolutamente cativante que nos faz entrar nos acontecimentos e ver o universal no particular. É fascinante.

O livro começa com o relato da morte de Dário e o desentendimento dos dois filhos por causa da posse do trono.

 

 

 

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publicado às 15:27


sou um bocado agressiva?

por beatriz j a, em 29.12.09


Professores. O que está na última proposta do governo (jornal i)

Mas o documento de 11 páginas redigido pelo gabinete do secretário de Estado adjunto e da Educação, Alexandre Ventura, abre a porta à negociação com os sindicatos.


A maioria dos dirigentes sindicais só está à espera da última ronda para pedir um prolongamento das negociações. Ou então recomeçar a guerra nas escolas e nas ruas.

 

O que está na proposta é péssimo. Continua a castigar os que mais trabalham para não deixar matar a escola. Agora até cria um corpo de professores/inspectores dos colegas, corpos inúteis cuja única missão é chatear os colegas e gerar a revolta pela injustiça.

Aqui há dois anos atrás, quando a outra ministra ia de vento em popa com o apoio de tudo quanto era político, numa reunião em que se falava da avaliação e de ter de se fazer portfolios e aulas assistidas e entrevistas e tudo, uma colega perguntou à coordenadora: mas como é que é isso? Há momentos de avaliação fora das aulas para avaliar do trabalho extra-curricular? A resposta da coodenadora foi: o avaliando (repare-se que já não é o colega) deve considerar-se sempre em observação de avaliação desde que entra na escola até que sai. Pois, pois...vai ser assim...desde que entramos na escola que somos perseguidos por ex-colegas, agora uma espécie de inúteis inspectores dos seus ex-pares. Que serão, concerteza, os agora titulares, isto é, em regra, não os melhores, mas os mais sebosos, como é costume nestas coisas. Isto é tudo tão revoltante e estúpido e inibidor da qualidade do ensino...

Como não é possível que as equipas do ministério não saibam e não percebam que este sistema é um caminho de destruição do ensino público, só podemos concluir que é esse mesmo o objectivo.

Espero que os sindicatos não peçam prolongamento de negociações, porque isto não tem nada a ver com negociações.

Aliás, ao fim de um mês o ministério ter apresentado uma proposta contrária à resolução aprovada no parlamento que pedia a pacificação das escolas, a alteração dum sistema de avaliação injusto, a abolição da diferença entre professores, etc., e depois dizer que está aberto a negociações(?) mostra bem que este governo não dá importância à Assembleia e muito menos aos professores.

Uma das minhas irmãs dizia-me este Natal que eu sou muito agressiva a escrever quando me ponho a falar do primeiro ministro e da ministra da educação e dessa gente toda. Mas como é que é possível ser de outro modo face ao que se passa em frente do nosso nariz? Como é possível assistir à perversão de todos os sistemas, à proliferação de incompetentes nos cargos, ao espéctáculo da corrupção pelos mesmos que vêm dizer aos outros que têm de apertar o cinto, e por aí fora? Devemos fingir que nada disto nos afecta? Que não faz mal a injustiça ser tão gritante e tão devastadora? Destruidora do país? Que não faz mal o Sócrates atirar o país para a ruína e depois ir de férias com os filhos (que não andam na escola pública que ele destruiu) para a neve?

Só quem não está nas escolas todos os dias é que não vê a degradação diária das coisas. Em tudo.

Como é que se pode assistir a estas coisas crescerem por todo o lado e ficar impassível? Eu não sei como é que isso se faz. E francamente não sei se queria ser assim.

 

 

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publicado às 13:13


o trabalho

por beatriz j a, em 29.12.09

 

 

Quando o mundo o trabalho e o homem se unem para produzir beleza.

 

 

 

 

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publicado às 00:09


embustes e embusteiros

por beatriz j a, em 28.12.09

 

 

A proposta da ministra da educação e da sua equipa é de má fé. É de quem está nisto, desde o início, não para tentar resolver os problemas da educação mas apenas para acabar com o que resta da profissão docente.

Estas propostas para não se progredir na carreira são um gozo. Quem deve estar a rir é a outra ministra, porque esta ainda é pior: faz o mesmo mas sendo sonsa.

Espero que os sindicatos rasguem os papéis de vez porque isto não são negociações. Isto é uma manobra de protelamento.

O que custa é sempre o mesmo: a constatação de que escolhem para ministros da educação gente sem categoria e semvisão que detesta a profissão de professor e está-se nas tintas para os problemas da educação. E tudo isto tem a ver com os vinte milhões, que são precisos para a publicidade que o governo faz no Correio da Manhã e para comprar submarinos e tanques para o melhor amigo do homem que agora brinca às guerras com o nosso dinheiro.

 

 

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publicado às 23:26


a propósito de um amigo

por beatriz j a, em 28.12.09

 

 

Quase três meses passaram desde que morreu o meu amigo Gonçalo Monteiro. A maneira como o tempo apaga as coisas e nos devolve aos pequenos afazeres e labutas do dia a dia é cruel. Cada vez que penso nele enfiado numa caixa sete palmos debaixo da terra...tão novo, uma vida sempre marcada pela tragédia e por cumprir ainda. Um indivíduo que tinha tanto para dar..é difícil!

A Filosofia, como dizia Descartes, é a ocupação mais importante de todas; ou, como dizia Platão, uma vida não examinada é uma vida que não vale a pena ser vivida. Pois se o sentido das coisas é não terem sentido nenhum começamos a ver-nos como meros animais. E, se começamos a ver-nos como meros animais, começamos a medir-nos, não com os outros homens, mas com os animais - como aliás, é cada vez mais frequente com o pretexto do evolucionismo. Pretexto sim, porque o que isso mostra é uma decadência do espírito filosófico e da racionalidade na sociedade actual que favorece os processos mecânicos e as explicações mágicas.

Ser filosófico, ter um espírito filosófico, procurar um sentido para as coisas, tem sempre um fiel moral por detrás. O homem, deixado ao absoluto material individual reduz-se à sua animalidade e começa a comportar-se como tal. Ora, é perfeitamente possível educar as pessoas para tomarem consciência da sua dimensão espiritual, racional, de modo que tenham por modelos, não os cães ou os homens que se comportam com os outros como cães mas alguns homens em particular. Não os santos, mas os que trabalharam para afastar definitivamente o homem da mera vivência animal instintiva não pensada.

Muitos alunos iniciam esse percurso com as aulas de filosofia o que é muito gratificante para nós, e importante para eles.

Conforta-me saber que o meu amigo fez esse percurso e, na curta vida que teve, tomou posse do seu sentido como pessoa no mundo.

A vida é tão curta que é preciso pensá-la primeiro, e depois vivê-la. Sem medos.

 

 

 

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publicado às 08:26


Oh! Darling

por beatriz j a, em 27.12.09

 

 

Este filme - Across the Universe - está a dar na TV. Bestialmente giro e com excelentes covers de alguns grandes músicos como o Bono e o Joe Cocker.

Nesta cena podemos ver e ouvir um excelente cover duma das melhores músicas dos Beatles onde os protagonistas propositadamente evocam a Janis Joplin e o Jimi Hendrix, tanto na figura como na voz.

Este filme é imenso cool.

 

 

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publicado às 12:41

 

 

A nomeação de Armandina Soares para o Conselho Nacional de Educação (CNE) está a gerar polémica entre os professores. Isto porque a sua escolha é vista como uma recompensa por a directora do Agrupamento de Escolas de Vialonga ter sido uma acérrima defensora da política educativa da anterior ministra. E também porque é encarada como um sinal de que há a intenção de continuar na mesma linha. ( no DN )

 

Todos os dias vejo os jornais e blogs à procura de notícias sobre educação, para ver em que ponto estão as 'negociações' e se os sindicatos já viraram as costas à ministra 'bolo rançoso com cobertura de açúcar'. Nada! Nem um pio! Pensei...bem, meteu-se o Natal e entre prendas e rabanadas está tudo em suspenso. Qual quê! A máquina contra a educação e os professores não pára e não dorme e neste mesmo mês ofereceu tacho à indivídua que apoiou a outra de má fama e todas as suas políticas.

Para quem tinha ainda dúvida das (más) intenções desta ministra, está aqui a 'prova provadinha': premiou uma das piores entre pares. Não que isto espante. Isto é agora o pão nosso de cada dia nas escolas: vermos serem premiados os piores de todos e vermos a instauração do reino das cunhas e favores, a começar pelos que nos governam. Mas revolta!

Os sindicatos andam caladinhos. Porque é que não põem o assunto na Assembleia da República? Porque perdiam protagonismo. Ainda veremos tudo se gorar para que suas excelências satisfaçam a vaidade do protagonismo e auto-importância televisiva.

 

 

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publicado às 10:04

g.a


3-8-12


Pág. 1/4



no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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