beatriz j a @ 22:57

Qui, 19/07/12

 

 

 

 

Passavam três horas da audição do ministro da Educação, Nuno Crato,  na comissão de Ciência e Cultura, quando dezenas de professores, que assistia

m  à sessão, se levantaram de forma concertada levando à interrupção dos trabalhos,  enquanto gritavam slogans como "a luta continua". 

Os agentes da PSP que faziam vigilância começaram imediatamente a confiscar  os panos pretos apesar de alguma resistência por parte dos professores,  enquanto o presidente da comissão, Ribeiro e Castro, do CDS/PP, mandava  evacuar as galerias e criticava o que chamou de "quebra de lealdade" por  parte de "algumas organizações". 

 

Acho isto um descaramento! Não que eu ache que resolve alguma coisa ir gritar para as galerias, mas francamente, é um mal infinitamente menor que despedir milhares de professores! Ómessa! Quebra de lealdade tem tido o ministro...de lealdade, de confiança, de palavra...

Então tiram-nos o salário, os subsídios e o mais que for preciso apesar de termos um contrato. Portanto, faltam à palavra dada e os professores que estão a ser tratados como 'coisas' descartáveis é que são acusados de quebra de lealdade? Então o que se espera? Que não se queixem? Que não incomodem o senhor ministro no seu trabalho de ceifar professores?

 



g.a
3-8-12
no cabeçalho, pintura de John Mark Gleadow
mail b.alcobia@sapo.pt
 
3-8-12
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