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Pior cego é o que pensa que vê

por beatriz j a, em 21.11.17

 

Os professores, de antes e de agora… e os outros

 

Os Liceus de antigamente tinham alunos da classe média e daí para cima. Raros eram os alunos de famílias de operários ou camponeses que aí chegavam. Era preciso que tivessem talentos extraordinários. Nessa altura era mais fácil ser professor e as escolas públicas, chamadas Liceus, estavam em tudo à frente dos colégios particulares. Aliás, quem andava no colégio tinha que ir fazer aos Liceus públicos os exames pois só os Liceus públicos eram considerados capazes de avaliar como deve ser e só eles certificavam. Os colégios privados serviam para enfiar os filhos menos capazes intelectualmente, para se safarem. Depois do 25 de Abril, toda a gente passou a ir para os Liceus que já não se chamavam Liceus justamente por estarem conotados com famílias com mais dinheiro, logo, fascistas, pois nesse tempo até a Amália era fascista. Tudo se complicou: turmas gigantescas, tudo ao molho, o filho do ministro com o filho do cigano que nem ler sabia e andava cheio de piolhos... quem tinha dinheiro correu a tirar os filhos da escola pública e a pô-los nos colégios particulares, sobretudo por não quererem que os filhos se misturassem com 'a ralé'. É claro que rapidamente a escola pública começou a ter problemas e a degradar-se porque ensinar filhos de famílias pobres que nunca leram um livro, ignorantes e limitadas, é muito diferente e requer outros recursos, que ensinar filhos de famílias com dinheiro, educadas e com possibilidades variadas.

No ensino superior, as universidades públicas, em geral, porque há excepções, ainda estão à frente das outras privadas porque os alunos que lá chegam, são os alunos que correspondem aos dos Liceus de antigamente, uma vez que os filhos dos pobres nunca lá chegam. Ficam-se pelo 9º ano ou pelo 12º incompleto. Mas isso está a mudar com o ensino obrigatório até ao 12º ano. Levará tempo, como levou na escola pública, mas com a incompetência que grassa nas universidades que se tornaram agências públicas de cunhas e de ignorâncias várias promovidas a professores que exploraram jovens que têm mais coisas publicadas num ano que eles em toda a vida, lá chegarão onde as escolas públicas já estão. Já se começa a ver no empobrecimento e proletarização dos jovens aspirantes a professores universitários e nos esquemas e manigâncias de cedência vergonhosa de qualidade que fazem para atrair alunos. É claro que cursos cuja entrada depende dos alunos terem tido acesso a certos benefícios de quem tem dinheiro hão-se resistir mais tempo mas, lá chegarão, não se preocupem. 

O ensino universitário e as universidades, no mundo inteiro, estão em grande decadência por causa da promiscuidade com o dinheiro. Cá é igual... e os indivíduos que estando lá dentro não vêem isso, têm uma venda nos olhos ou algo mais grave acima dos olhos. Se tivessem dois dedos de testa lutavam para a escola pública ser melhor e não para a enterrar. Mas neste país a quantidade de gente que só repete o que ouve e não tem uma ideia própria acerca de coisa alguma e mesmo assim se acha superior aos demais, é mato...

 

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publicado às 18:47


Azul, azul

por beatriz j a, em 21.11.17

 

 

Georgia O’Keeffe - Blue-A, 1959

 

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publicado às 17:40


Isto é verdade e não é

por beatriz j a, em 21.11.17

 

Não há professores. Cada professor é um professor

 
 
É que o mesmo se pode dizer dos médicos ou dos militares ou dos juízes ou dos políticos, dos professores universitários, os gestores públicos ou de outra qualquer profissão onde há alguma autonomia de desempenho. 
Frequento hospitais, há lá de tudo. Há o médico extraordinário, há os assim-assim, que serão a maioria (vão fazendo as coisas desde que não apreça nada complicado) e há os negligentes e incompetentes.
Não frequento quartéis mas leio bastante e sei que há e houve militares extraordinários, em formação, bravura e respeito pelos Direitos Humanos, há os assim-assim, que serão a maioria, vão fazendo o que lhes mandam e são permeáveis ao sistema e há os violentos e idiotas.
Felizmente não frequento tribunais mas lemos nos jornais e sabemos que existem os juízes extraordinários, de conhecimentos e consciência ética, existem os assim-assim, que serão a maioria e, existem os péssimos que se usam do poder que têm para impôr as suas ideologias pessoais.
Conheço as universidades. Há lá professores extraordinários, muito poucos, há uma maioria assim-assim e há os medíocre e maus, que precisavam de umas noções de profissionalismo e pedagogia
Quanto aos políticos... todos sabemos que a grande maioria está abaixo do assim-assim. Os gestores públicos são o maior escândalo de ganhos indevidos que existe no país.
Ora, quando negoceiam questões de carreira, fazem-no todos como uma classe e não como pessoas individuais e as alterações de salário ou de carreira atingem todos ou beneficiam todos do mesmo modo.
Quanto a sabermos todos, nas escolas, quem é trabalha com profissionalismo e quem faz nada e tem bela vida por ser amigo ou sabujo do chefe, é verdade; mas isso é verdade em todas as outras profissões: no quartel, no hospital, na política ou no tribunal, na universidade, todos sabem quem é que trabalha e quem é que vive de esquemas para fazer nada. E, em todos os casos, há pessoas muito incompetentes que acabam chefes (e seus comparsas) justamente porque esses indivíduos chamam-se uns aos outros. Na política é fácil de saber quem são porque está à vista de todos: Sócrates, a Rodrigues, o PPC, Gaspar, etc., que são às centenas e não dá para escrevê-los todos aqui. 
Não me lembro de alguma vez ter visto, aquando das negociações de carreira ou de salário dos políticos, defender que os parlamentares devem ser aumentados, um a um, depois de avaliadas as sua competências. E o mesmo digo para os polícias, para os médicos, os juízes, não me lembro de ouvir vozes a clamar que não podem aumentar-se todos os políticos porque há muitos incompetentes que vão beneficiar do acordo, ou que não podem aumentar-se todos os médicos porque há muitos incompetentes que vão beneficiar do acordo, etc.... não, só quando se fala dos professores é que se fala em avaliar um a um como premissa de se falar em salários ou em carreira. No entanto, somos avaliados. 
Cá por mim tudo bem: tirem das escolas todos os incompetentes que fazem nada ou pior, perseguem colegas que os criticam por serem incompetentes... pois só que para isso era preciso mexer no sistema feudal que a Rodrigues deixou nas escolas, que é um cancro e, na promiscuidade entre as direções e as inspeções... mas disso nenhum ministro abdica porque lhes dá jeito, em termos políticos, o que diz muito da incompetência dos ministros.
No entanto, se o fizerem, mexam nas outras carreiras também e afastem os políticos incompetentes e corruptos, os médicos negligentes, os generais de aviário, os juízes que se acham deuses e, já agora, também os jornalistas que vivem a soldo dos governos e fazem um grande mal a todos com a sua incompetência e corrupção.
Não digam é só mal dos professores como se nas outras profissões a maioria recebesse salário consoante a sua competência. 
 
 

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publicado às 07:25


Citação deste dia

por beatriz j a, em 21.11.17

 

 

 

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publicado às 05:46

 

 

(via Geology Wonders)

 

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publicado às 05:16


Falcões nocturnos

por beatriz j a, em 20.11.17

 

 

Maurice Sapiro 

 

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publicado às 23:37


Directamente do FB

por beatriz j a, em 20.11.17

 

 

Há falta de água???? Parece que não.Nos últimos dias as enchentes do Tejo têm sido uma constante. A "Máfia" deu ordens ou em conluio, com Espanha, procederam às descargas necessárias para diluir o esterco que a Celtejo despejou no Fratel, matando toneladas de peixe que só o Ministro do Ambiente NÃO VIU!!!
Parece mentira mas é verdade. UM DOS MAIORES CRIMES AMBIENTAIS DAS ÚLTIMAS DÉCADAS ESTÁ A SER COMETIDO PELAS CELULOSES DE RÓDÃO SEM QUALQUER PUNIÇÃO POR PARTE DO PRIMEIRO RESPONSÁVEL...

Antonio Ventura and Josecarlos Feijoeiro

 

 

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publicado às 19:22


Lá está, eu devo ser muito burra...

por beatriz j a, em 20.11.17

 

 

Catarina Furtado, Ana Nunes de Almeida e Mª João Valente Rosa à conversa sobre "Escola, trabalho, família e cidadania: diferenças no feminino".

 
 
Macacos me mordam se percebo este título... "Escola, trabalho, família e cidadania: diferenças no feminino". Que quer isto dizer...?
 

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publicado às 18:42


Portugal... you Gotta Love It 🤣 🤣

por beatriz j a, em 20.11.17

 

 

Parlamento já recebeu documentos mas são "confidenciais"

Deputados vão decidir nesta terça-feira o que fazer com a informação recebida.

 

Uma pessoa tenta não rir disto tudo mas é difícil ... desapareceu material aos camiões mas se calhar nem houve roubo e depois descobriu-se o material na Chamusca que é 20 km para leste e os ladrões devolveram material a mais que o roubado e os guardas do perímetro não tinham armas para defender o paiol e passava um de duas em duas horas à roda do arame só para inglês ver e agora já há documentos do pseudo-roubo-malandragem que desvia material mas é tudo confidencial  ahah  isto parece uma comédia italiana 

 

 

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publicado às 18:40


Desfazendo preconceitos mútuos :)

por beatriz j a, em 20.11.17

 

 

Hoje de manhã fui de táxi para a escola porque ia muito carregada. Dentro do carro estava um som rock pesado a tocar. Pareceu-me Highway to Hell. Achei piada porque o ar do homem e o tipo de música dos motoristas de táxi costuma ser mais a rádio Amália... perguntei-lhe, 'isso é AC/DC?' Ficou espantado. Achou piada. Acho que as mulheres da minha idade que lhe entram no táxi não costumam gostar de rock da pesada. Disse que sim. Depois fomos o caminho a falar da morte do Malcom Young e da música dos AC/DC. Teve graça e pôs-me bem disposta para a manhã.

 

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publicado às 17:33

 

 

Marques Mendes hoje no Jornal de Negócios escreve uma página inteira contra os professores e argumenta que no tempo da crise o sector privado pagou impostos brutais. Então e o público...? Ficámos isentos de impostos e cortes? Senhor MM pense que, se o descongelamento das carreiras acarreta este dinheiro todo é porque ano após ano o governo guardava, 'este dinheiro todo', que nos pertence ... talvez para pagar subsídios às empresas dos seus amigos? E por falar em impostos, lembra-se que só os funcionários públicos ficaram sem os subsídios de Natal e de férias? Lembra-se que foi um imposto só pago por funcionários públicos?

MM passa uma página inteira a falar contra a contagem de tempo dos professores mas nem uma palavra dedica à mesma contagem de tempo para os médicos, os magistrados e os militares que, deduz-se, lhe parece bem... é só contra os professores. E fala de retroactivos como se os professores estivessem a pedir retroactivos: nesta questão, ou é burro ou é mentiroso e qualquer uma das alternativas não é graciosa.

 

IMG_1464.jpg

 

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publicado às 17:28

 

 

A que propósito a entrevistadora é a Catarina Furtado? Que percebe ela de educação? E porque é que o Presidente aceita uma conversa com uma pessoa que não sabe que perguntas fazer? Para que serve uma conversa destas?

O Presidente está a dizer que se deve discutir os temas dos Direitos Humanos nas escolas, como se não fossem. É que são, exaustivamente. Mas ele não sabe e está a criticar por não ser feito. Isto é desmoralizante... e depois falam de formação de professores para os Direitos Humanos... mas esta gente pensa que os professores são o quê, para pensarem que não estão alertas para isso e que não vivem isso e tratam disso permanentemente?

Só clichés... isto é desmoralizante... está ali a fazer de superstar para outros que também pouco sabem da educação e das escolas... são completamente ignorantes do nosso trabalho.

Vou trabalhar...

 

 

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publicado às 15:12

 

 

How to Tell If You’re a Jerk

If you think everyone around you is terrible, the joke may be on you.

Jerks are people who culpably fail to appreciate the perspectives of the people around them, treating others as tools to be manipulated or fools to be dealt with, rather than as moral and epistemic peers. To be a jerk is to be ignorant in a certain way—ignorant of the value of others, ignorant of the merit of their ideas and plans, dismissive of their desires and beliefs, unforgiving of their perceived inferiority. The nugget of folk wisdom in calling certain people jerks is to highlight this particular species of deficiency.

 

Jerks see the world through goggles that dim others’ humanity. The server at the restaurant is not a potentially interesting person with a distinctive personality, life story, and set of goals to which you might possibly relate. Instead, he is merely a tool by which to secure a meal or a fool on which you can vent your anger. The people ahead of you at Starbucks are faceless and of no account. Those beneath you in the social hierarchy lack your talents and deserve to get the scut work.

 

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publicado às 06:18


'Porque será que será?'

por beatriz j a, em 20.11.17

 

 

Gestores públicos escondem salários

Soflusa, Navegação Aérea Portuguesa e Transtejo entre os prevaricadores.

 

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publicado às 06:12


Damn right!!

por beatriz j a, em 20.11.17

 

 

If our supersmart tech leaders knew a bit more about history or philosophy we wouldn’t be in the mess we’re in now

Now mathematics, engineering and computer science are wonderful disciplines – intellectually demanding and fulfilling. And they are economically vital for any advanced society. But mastering them teaches students very little about society or history – or indeed about human nature. As a consequence, the new masters of our universe are people who are essentially only half-educated. They have had no exposure to the humanities or the social sciences, the academic disciplines that aim to provide some understanding of how society works, of history and of the roles that beliefs, philosophies, laws, norms, religion and customs play in the evolution of human culture.

 

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publicado às 04:59


A new life ❤️

por beatriz j a, em 20.11.17

 

 

 

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publicado às 04:51


Pensamentos de dois melréis

por beatriz j a, em 19.11.17

 

 

A meditação não é a capacidade de se abstrair momentaneamente do mundo, é a arte de permanecer em paz imerso no mundo.

 

imagem da net 

 

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publicado às 21:02


Música para corrigir testes 🎼 🎻

por beatriz j a, em 19.11.17

 

 

Che farò senza Euridice?
Dove andrò senza il mio ben?
Euridice, o Dio, rispondi!
Io son pure il tuo fedele.

Euridice! Ah, non m´avanza
più soccorso, più speranza
ne dal mondo, ne dal ciel.

 

 

(feeling blessed ❤️ pelas coisas belas da vida: a música genial dos alemães, o lirismo da língua italiana, a voz profunda dos barítonos russos, o talento dos instrumentistas japoneses)

 

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publicado às 11:59


O que gosto nesta imagem?

por beatriz j a, em 19.11.17

 

 

Gosto de mãos. É uma das partes do corpo humano mais significantes e impactantes. Imensas vezes as mãos não parecem pertencer às pessoas a quem estão presas. Há pessoas com um ar grosseiro que têm mãos delicadas e há pessoas com ar delicado com mãos grosseiras. Há mãos telúricas, há mãos poéticas, há mãos mecânicas, há mãos musicais, há mãos dengosas e escorregadias. Há mãos que nos conquistam logo à primeira vista e mãos que nos afastam imediatamente.

Estas imagem mostra a complexidade das mãos: por um lado são mecanismos eficazes na sua materialidade articulada e, por outro, são instrumentos delicados de poesia.

 

Michele Parliament 

 

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publicado às 10:58

 

 

 

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publicado às 09:16

g.a


3-8-12



no cabeçalho, pintura de Paul Béliveau. mail b.alcobia@sapo.pt

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